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Política

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Jaques Wagner já rebateu acusações de Flávio sobre Master: 'gênese foi no governo Bolsonaro'

Alvo da PF, senador discursou na data do vazamento de conversas do candidato à presidência com Vorcaro

18 jun 2026 - 19h08
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Jaques Wagner foi alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero
Jaques Wagner foi alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero
Foto: Carlos Moura/Agência Senado / Estadão

Alvo de nova fase da Operação Compliance Zero, o senador Jaques Wagner (PT-BA) já havia se pronunciado sobre o caso na tribuna do Senado após acusações de Flávio Bolsonaro (PL). O discurso ocorreu em 13 de maio, mesma data em que o Intercept Brasil divulgou conversas do filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Na ocasião, Flávio fez declarações em que associa o Master ao governo do PT na Bahia e cobra Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar irregularidades no esquema de Vorcaro.

"A gênese do Banco Master aconteceu no governo de Jair Messias Bolsonaro e não na Bahia", declarou o senador, que citou a aprovação da compra do banco por Vorcaro, feita pelo Banco Central durante a gestão do ex-presidente do BC Campos Neto, indicado por Bolsonaro.

"Vale a pena o senador Flávio Bolsonaro, em vez de tentar empurrar para outros a responsabilidade que é dele... E aí, o senhor vê que Deus é generoso comigo: no dia em que eu decido fazer essa fala, sai esta reportagem da Intercept, de um diálogo profícuo entre o senador Flávio Bolsonaro e o Sr. Daniel Vorcaro. Eu já aprendi, sr. Presidente, que todos que sobem aqui ou na Câmara dos Deputados para dizer que eles são os arautos da honestidade, via de regra o tempo acaba provando que não era bem assim", afirmou.

A fala provocou reações do senador Izalci Lucas (PL-DF). Integrante da base bolsonarista, o parlamentar defendeu que um pedido de patrocínio não caracteriza corrupção.

O discurso de Flávio contra o PT da Bahia, parte da campanha para reverter o desgaste causado pela divulgação das mensagens com Vorcaro, ganhou fôlego com a operação desta quinta-feira. As acusações miram o empresário Augusto Lima, dono do Banco Pleno e ex-sócio de Vorcaro, também alvo da nova fase da operação.

Em 2018, durante o governo do ex-ministro da Casa Civil Rui Costa (PT-BA), Lima ganhou destaque ao arrematar a Empresa Baiana de Alimentos (Ebal). O processo de privatização, comandado por Jaques Wagner, na época secretário do Desenvolvimento Econômico, também englobou o Credcesta, sistema de crédito consignado que se tornou o principal ativo financeiro do Banco Pleno e foi levado ao Master após associação de Lima e Vorcaro.

Jaques também se pronunciou sobre a privatização da Ebal durante o discurso. "Nós tínhamos uma rede de supermercado estatal, com 250 lojas e três pontos de distribuição de alimentos, que virou, desculpe o termo, uma bagunça, com um prejuízo que era da ordem de R$80 milhões por ano. Então, nós resolvemos privatizar e privatizamos… Quando nós privatizamos, o cartão Cesta, que era parte dessa rede de supermercado, foi junto com isso. Aí se encerra a participação minha ou do ex-Governador nesse episódio".

Em nota divulgada nesta quinta, a assessoria do senador negou que tenha agido em favor do Banco Master.

Confira a nota na íntegra

O senador Jaques Wagner (PT-BA) esclarece que não é réu, não foi denunciado e não foi acusado em nenhum processo relacionado aos fatos investigados. O parlamentar acompanha com tranquilidade o andamento das investigações e mantém a confiança na condução delas.

Cabe esclarecer que o apartamento mencionado jamais integrou o patrimônio do parlamentar. O senador também nega atuação em favor do Banco Master ou qualquer outra instituição financeira.

Sobre os valores em espécie apreendidos, a assessoria informa que o montante é fruto de diárias legais, declaradas e não utilizadas em missões internacionais oficiais. Por fim, o senador Jaques Wagner reitera que permanece à inteira disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos, com a certeza de que a verdade prevalecerá.

Estadão
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