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Política

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Governo não anunciou corte de R$ 6 bilhões em Saúde e Educação; contenção de gastos ocorreu em 2024

VÍDEO TIRA REPORTAGEM DE CONTEXTO E ALEGA FALSAMENTE QUE LULA RETIROU RECURSOS DE ÁREAS PRIORITÁRIAS

3 nov 2026 - 09h46
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Resumo
É enganosa a postagem que afirma que o governo Lula anunciou recentemente um corte de R$ 6 bilhões na Saúde e Educação. O conteúdo usa fora de contexto uma reportagem de julho de 2024, quando ocorreu uma contenção temporária de R$ 15 bilhões em diversos ministérios para cumprir regras do arcabouço fiscal. Na ocasião, foram congelados R$ 4,4 bilhões da Saúde e R$ 1,3 bilhão da Educação por meio de bloqueios e contingenciamentos, e não um corte orçamentário definitivo anunciado recentemente.

O que estão compartilhando: uma reportagem da CNN mostrando que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cortou quase R$ 6 bilhões dos orçamentos previstos para Saúde e Educação.

Post mostra notícia veiculada pela CNN Brasil em julho de 2024, sobre contenção de gastos.
Post mostra notícia veiculada pela CNN Brasil em julho de 2024, sobre contenção de gastos.
Foto: Reprodução/Instagram / Estadão

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é enganoso. A reportagem mostrada é do dia 31 de julho de 2024. Na época, o governo anunciou uma contenção de despesas em ministérios como o da Saúde e o da Educação para cumprir regras fiscais.

Saiba mais: A pesquisa pelo tema tratado na reportagem e a busca reversa de imagens (veja aqui como fazer) permitem entender que o trecho original foi ao ar no dia 31 de julho de 2024.

Na época, o governo havia anunciado o congelamento de R$ 15 bilhões em despesas para tentar atingir as metas do arcabouço fiscal naquele ano. Desse valor, foram R$ 11,2 bilhões de bloqueio e R$ 3,8 bilhões de contingenciamento.

Conforme explicou o Estadão, no contingenciamento, o governo congela despesas quando há frustração de receitas, a fim de cumprir a meta fiscal (saldo entre receitas e despesas, sem contar os juros da dívida). Já o bloqueio é realizado para cumprir o limite de despesas do arcabouço fiscal. Assim, quando há aumento de gastos obrigatórios (como aposentadorias, por exemplo), o governo bloqueia despesas não obrigatórias (como custeio e investimentos) para compensar.

Os ministérios da Saúde, das Cidades, dos Transportes e da Educação foram os mais atingidos pelo congelamento, em 2024. O congelamento total no Ministério da Saúde, a área mais afetada, somou R$ 4,4 bilhões. O Ministério da Educação, também mencionado na postagem, sofreu um congelamento de R$ 1,3 bilhão.

Estadão
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