'Viva o equilíbrio fiscal', diz governador cotado para a Fazenda ao anunciar
Cotado para o Ministério da Fazenda de Lula e bem-visto pelo mercado, o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), manteve Emílio Júnior na Fazenda estadual e celebrou o equilíbrio fiscal local. Ele destacou os bons índices econômicos do Piauí, mas negou ter conversado com Lula sobre a pasta. Contudo, sua ida a Brasília exigiria abrir mão do novo mandato obtido com 70,9% dos votos, fato inédito em mais de um século de história no país.
O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), informou nesta segunda-feira, 2, pelas redes sociais, que o atual secretário de Fazenda do Estado, Emílio Joaquim de Oliveira Júnior, irá permanecer no cargo no próximo mandato. No fim da mensagem, Fonteles, que é cotado para assumir o Ministério da Fazenda no governo Lula, escreveu: "Viva o Equilíbrio Fiscal!!!".
"Nossos agradecimentos por aceitar a renovação dessa missão tão importante para garantir o equilíbrio fiscal do Estado do Piauí e, consequentemente, as diversas políticas públicas que melhoram a vida do nosso povo", acrescentou.
O petista afirmou que o Piauí é o primeiro lugar do Brasil em taxa de investimentos públicos em relação à receita, possui capacidade de pagamento B+ (segundo o Tesouro Nacional) e despesa de pessoal controlada (38%). Ainda segundo ele, o Estado é um dos dois únicos do País que não tem dívida junto ao governo federal e taxa de endividamento total inferior à metade da taxa de endividamento de Estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Matemático, apontado como um "prodígio" no PT, Fonteles negou ter discutido com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e também com outras pessoas a possibilidade de assumir um cargo no quarto mandato do petista. Uma semana após a reeleição do presidente, o principal cotado à Fazenda conta com a sinalização positiva de setores da economia e do mercado financeiro. Em entrevista ao Estadão, ele afirmou que o governo Lula fará equilíbrio fiscal com o corte de privilégios e não em benefícios sociais.
O principal obstáculo é o fato de ele ter sido reeleito, no último dia 4, governador do Piauí com 70,90% dos votos válidos, a maior vitória porcentual do País. Como mostrou o Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), se Fonteles assumir um cargo no governo Lula sem tomar posse do governo do Piauí, será a primeira vez em 108 anos que um político eleito por voto popular decide não assumir o governo estadual.
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