Moradores de cidade no Ceará fazem fila para comprar água após ameaças de facção a comerciantes
Três suspeitos foram presos em investigação sobre ameaças
Moradores de Banabuiú, no Ceará, estão enfrentando filas para comprar água mineral após comerciantes da cidade receberem ameaças de uma facção criminosa. Com medo de represálias, vendedores interromperam temporariamente a comercialização de água em garrafões, o que afetou o abastecimento local.
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Em outubro, mensagens de extorsão passaram a circular na região, em que criminosos exigiam "autorização" para a comercialização e distribuição de água no município. Em caso de descumprimento, os moradores "sofreriam as consequências". As mensagens foram atribuídas ao Comando Vermelho (CV).
Para contornar a situação, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS-CE) montou uma operação com apoio logístico da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece). O esquema começou na sexta-feira, 30, e os moradores passaram a retirar os garrafões pelo novo sistema na manhã deste sábado, 31.
Segundo a SSPDS, a medida busca garantir que os distribuidores consigam manter a venda de água mineral com segurança. A Cagece ficou responsável por buscar os garrafões cheios nos fornecedores e transportá-los até Banabuiú. O deslocamento e a comercialização contam com acompanhamento das forças policiais.
Três suspeitos foram presos
De acordo com a SSPDS, três pessoas suspeitas de participar do grupo criminoso foram presas por envolvimento em ameaças e extorsões contra comerciantes da cidade.
Durante as operações, os agentes apreenderam seis celulares, um revólver calibre 38, munições, um notebook e dinheiro.
A secretaria também informou que identificou o homem apontado como mandante das ameaças. Ele estaria no estado do Rio de Janeiro, e as autoridades cearenses trabalham em conjunto com a Polícia Civil fluminense para dar andamento às investigações.
Além das prisões, as forças de segurança ampliaram a presença policial em Banabuiú. O município recebe equipes de policiamento ostensivo, Força Tática e motopatrulhamento, além de reforços do Batalhão Especializado em Policiamento do Interior (BEPI), do CPRaio e do Comando da Polícia Militar para Prevenção e Apoio às Comunidades (Copac).
As ações também contam com o apoio de uma aeronave da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer).
A SSPDS orienta que moradores repassem informações que possam ajudar nas investigações pelo Disque-Denúncia 181, pelo WhatsApp (85) 3101-0181 ou pelo site Disque-Denúncia 181. Segundo a secretaria, o anonimato é garantido.
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