PF prende fornecedor de armas do CV que estava no Suriname e bloqueia quase R$ 500 milhões de facção criminosa
Homem, que vivia em uma mansão de luxo em Paramaribo, foi detido e extraditado pela polícia surinamesa
A Polícia Federal (PF) prendeu dois integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) que estavam em uma mansão de luxo no Suriname. Um dos presos é Arnaldo Ribeiro, apontado pela investigação como o responsável pelos repasses de armamentos para a organização criminosa, com forte atuação no Rio de Janeiro.
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Além do fornecedor de armas, a PF prendeu a mulher dele, Denise Mendonça, que era peça-chave na estrutura e atuava como operadora logística e financeira da facção. O casal recebeu voz de prisão da PF neste fim de semana ao desembarcar em Belém (PA), após serem detidos e extraditados pela polícia surinamesa. O Terra busca contato com a defesa dos citados.
Ao todo, a operação cumpriu quatro mandados de prisão preventiva. Além dos dois presos no Suriname, outros dois investigados foram capturados no Brasil: um no Rio de Janeiro e outro em Tabatinga (AM), cidade localizada na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.
No Rio, foi preso um operador financeiro suspeito de utilizar contas pessoais e empresariais para pulverizar recursos ilícitos e efetuar pagamentos a fornecedores da organização.
Já em Tabatinga, a PF prendeu o responsável por uma empresa apontada como peça importante no fluxo financeiro ligado à logística internacional de drogas e armas.
A investigação revelou que a facção utilizava empresas de fachada, laranjas, depósitos fracionados, transferências via Pix e contas bancárias de passagem para ocultar a origem dos recursos e viabilizar pagamentos a fornecedores nacionais e estrangeiros.
No eixo patrimonial, a Justiça Federal também autorizou o bloqueio, sequestro e indisponibilidade de bens, direitos e valores até o limite de quase R$ 500 milhões. A medida busca enfraquecer a estrutura financeira da organização criminosa e interromper o financiamento de atividades ilícitas.
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