Deputado Glauber Braga ocupa cadeira da presidência da Câmara e dá início à confusão
Hugo Motto, presidente da casa, anunciou que o pedido de cassação do parlamentar seria julgado nos próximos dias
O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) se sentou na cadeira da presidência da Câmara dos Deputados, ocupada por Hugo Motta (Republicanos- PB), e se recusou a sair do local, interrompendo o trabalho do Legislativo na tarde desta terça-feira, 9. A ocupação durou aproximadamente duas horas.
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Braga ocupou a cadeira poucas horas depois de Motta anunciar que a Câmara votaria, nos próximos dias, a cassação de Carla Zambelli (PL-SP), do delegado Ramagem (PL-RJ) e do próprio Glauber Braga.
Após isso, foi ordenado o esvaziamento do plenário. A imprensa precisou deixar o local, foi impedida de entrar na Câmara e ficaram apenas parlamentares no local, além de policiais legislativos.
Neste momento, Glauber Braga foi retirado à força da cadeira pela polícia legislativa. Parlamentares aliados a Braga o ajudaram a resistir, incluindo Sâmia Bomfim (PSOL-SP), com quem ele é casado. A confusão foi grande. Glauber teve parte do terno rasgado e deputada Célia Xakriabá (PSOL-MG) chegou a cair durante o empurra-empurra.
O pedido de cassação do deputado do Psol foi aprovado pela comissão de ética da Câmara após um pedido do partido Novo, que o acusou de faltar com ao decoro parlamentar em abril do ano passado, quando expulsou da Câmara com empurrões e chutes o integrante do Movimento Brasil Livre (MBL) Gabriel Costena.
Até então, a cassação de Glauber Braga ainda não havia entrado em pauta no plenário. O parlamentar argumenta que a pena é desproporcional e que o processo é uma perseguição política, pois ele teria uma relação conflituosa com o ex-presidente da Câmara, o deputado Arthur Lira (PP-AL).

