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Política

Deputada que defendeu sessão só com homens diz que sofre 'crentefobia'

Mical Damasceno afirma que tem sofrido ameaças e ataques misóginos de ‘quem diz defender os direitos das mulheres’

23 abr 2024 - 15h35
(atualizado às 18h26)
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Resumo
A deputada Mical Damasceno (PSD-MA) publicou nas redes sociais uma justificativa para sua fala e defesa de sessão solene com homens na Assembleia Legislativa do Maranhão, a qual foi considerada machista, citando questionamentos sobre a fala, além de narrar o seu tratamento por parte de veículos de comunicação.
Deputada propôs sessão solene só para homens no Dia da Família
Deputada propôs sessão solene só para homens no Dia da Família
Foto: Divulgação/Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão

A deputada estadual Mical Damasceno (PSD-MA), que afirmou que "a mulher é submissa ao seu marido" e defendeu sessão solene na Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema) apenas com homens, se justificou nas redes sociais sob argumento de "distorção" da fala e "crentefobia" - preconceito às pessoas evangélicas. Segundo a parlamentar, "a esquerda e os veículos de comunicação" trabalham para "pressionar e calar" os evangélicos pois "não aceitam e nem respeitam a visão de mundo dos crentes".

Em vídeo publicado no Instagram, a apoiadora do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que desde a declaração dada durante sessão plenária tem recebido "ataques, xingamentos e ameaças, até de agressão física, de pessoas que dizem defender os direitos das mulheres". "Estou sofrendo ataques misóginos de quem me acusa de misoginia. Que hipocrisia", declarou a deputada.

Justificando a defesa da realização de uma sessão apenas com homens para celebrar o "Dia da Família", visto que, para Mical, "o homem é o cabeça da família", ela disse que "em momento algum quis dizer que a mulher é inferior ao homem". Segundo a deputada, a "lacrosfera" - termo utilizado pela parlamentar para se referir à mídia e à esquerda política - distorceu o que ela disse.

"Eu me referia a um ensinamento bíblico em que Deus designa o dever da mulher para com seu marido. Isso inclui amor, respeito, a assistência e o zelo para com seu lar", afirmou Mical. Para a deputada, "o homem deve se submeter às necessidades de sua esposa e filhos, sendo o provedor do lar".

Criticando a atuação dos veículos jornalísticos e de parlamentares da esquerda, que aparecem no vídeo dizendo que a fala da parlamentar na Casa Legislativa foi machista, a deputada alega que ambos querem impor aos evangélicos "os novos formatos de família, mas não respeitam o modelo de família tradicional instituído por Deus".

Estadão
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