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Cristovam: sem chance de se eleger, Marina deveria ser liderança moral

Para senador, ex-ministra deveria ser liderança moral no Brasil, como Martin Luther King nos Estados Unidos

2 out 2013
18h42
atualizado às 19h07
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O ex-ministro da Educação e atual senador Cristovam Buarque (PDT-DF) afirmou nesta quarta-feira que a também ex-ministra Marina Silva - que batalha na Justiça Eleitoral pelo registro de seu partido, a Rede Sustentabilidade, pelo qual pretende concorrer à presidência em 2014 - não deveria disputar as eleições no próximo ano.

<p>Para senador, ex-ministra deveria ser liderança moral no Brasil, como Martin Luther King nos Estados Unidos</p>
Para senador, ex-ministra deveria ser liderança moral no Brasil, como Martin Luther King nos Estados Unidos
Foto: Marcelo Pereira / Terra

Segundo o senador, Marina não deveria se preocupar com a criação de um novo partido nem com a possibilidade de se eleger presidente, e agir como uma liderança moral no País. “Hoje o Brasil não tem líder moral nem poeta. Antes a gente tinha líder nacional e poeta, e hoje não tem”, afirmou o senador, comparando o papel que a ex-senadora deveria exercer com o do pastor americano Martin Luther King.

“Se Martin Luther King tivesse sido candidato à presidência dos Estados Unidos, ele teria desaparecido. Porque não ia se eleger, como a Marina dificilmente se elegeria, e perderia o carisma de líder moral. Eu acho que, para o Brasil, era melhor que ela assumisse esse papel (de líder moral)”, disse o senador ao Terra

Apesar de considerar que Marina deveria exercer outro papel, o senador defendeu a existência da Rede, que enfrenta dificuldades na Justiça Eleitoral para reconhecer o mínimo legal de assinaturas para ser registrado, e afirmou que a não aprovação da sigla será um prejuízo para o eleitorado brasileiro. 

“Vai ser bravo para o Brasil, se não for aprovado. São 20, 15 milhões (de eleitores) que vão ficar frustrados”, disse o parlamentar, levando em conta o número de votos que Marina obteve na última eleição presidencial, em 2010. “(Mas) Tenho medo de que, no fim, (o partido) seja aprovado com um jeitinho, desmoralizando a Justiça”, afirmou.

Cristovam nega disputar candidatura ao governo do Distrito Federal 
Reeleito ao Senado em 2010, Cristovam afirmou que não disputará o governo do Distrito Federal no próximo ano.

“O governo eu não disputarei. A presidência eu não irei atrás. Não está dentro do meu desejo, mas eu deixo aberto. É uma possibilidade muito rara. Até porque o meu partido acho que não vai querer também não. (...) Eu acho que eu não sairia maior de uma próxima campanha do que eu entraria”, disse, não descartando uma candidatura ao Planalto, caso o PDT deseje lançar candidatura própria em 2014. 

Crítico frequente de seu próprio partido, o parlamentar negou que tenha pretensões de aproveitar a brecha aberta pela criação do Pros e do Solidariedade para trocar de legenda, e que só deixará o PDT quando deixar a política.

“Sair uma vez (de um partido) já deixa uma marca. É uma marquinha que fica. Mesmo emocionalmente dói. Essa é uma das razões pelas quais eu não serei candidato a governador, porque eu teria de ser contra o PT e não quero ser contra o PT no meu Distrito Federal. São pessoas que fizeram campanha para mim muitas vezes. Minha relação com o PT no Brasil é política, mas no Distrito Federal é emocional, pessoal", disse o parlamentar, que deixou o PT em 2005.

Apesar da relação com o PT, o senador afirmou que não pretende apoiar a legenda caso o partido deseje reeleger o atual governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz. “Agora, no segundo turno, se vier a direita com ele, eu voto escondido nele, mas não vou votar, por mais divergências que eu tenha, na direita”, afirmou. 

Questionado sobre as especulações em relação a uma provável candidatura do ex-governador José Roberto Arruda - que teve o mandato cassado por desfiliação partidária após o escândalo do chamado mensalão do DEM, em 2009 -, Buarque afirmou que acredita na filiação do político ao PR, mas disse não acreditar que ele dispute o governo do Distrito Federal no próximo ano. “Seria muita coragem”, disse. "O pior é que ele é forte. Não digo que ele ganharia, mas é um candidato forte. Se ele conseguir virar vítima, mostrar que foi vítima, é um candidato muito forte”, afirmou. 

Fonte: Terra
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