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Política

Ministro do TSE afirma que situação do partido de Marina 'é difícil'

2 out 2013 - 16h45
(atualizado às 16h54)
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<p>Marina Silva luta pelo reconhecimento de assinaturas de seu partido, a Rede Sustentabilidade, para tentar disputar a eleição em 2014</p>
Marina Silva luta pelo reconhecimento de assinaturas de seu partido, a Rede Sustentabilidade, para tentar disputar a eleição em 2014
Foto: José Cruz / Agência Brasil

O ministro Marco Aurélio, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quarta-feira que a situação do partido da ex-senadora Marina Silva, a Rede Sustentabilidade, é "muito difícil". 

O Ministério Público Eleitoral (MPE) enviou ao TSE parecer contra a concessão de registro ao partido. O tribunal deve julgar na quinta-feira o processo de registro da legenda. Se o requerimento for negado, a Rede não poderá disputar as eleições do ano que vem, porque o prazo para que partidos sejam registrados na Justiça Eleitoral termina no sábado (5).

Segundo Marco Aurélio, a situação é "muito difícil", porque a Justiça Eleitoral determina que a autenticação das assinaturas dos apoiadores do partido deve ser feita pelos cartórios eleitorais nos Estados. De acordo com o ministro, as validações não podem ser feitas pelo TSE. "Sob a minha ótica, o que está na lei em termos de exigência consubstancia a formalidade essencial para o registro e todos se submetem às regras do jogo", afirmou o ministro.

Para o ministro Gilmar Mendes, que também atua no TSE, a Corte tem sido criteriosa no julgamento de concessão de registro dos partidos políticos, e vai analisar as alegações da ex-senadora de que 95 mil assinaturas foram anuladas pelos cartórios eleitorais. "Vamos examinar (o processo) em função das alegações de que teria havido, aqui e acolá, abusos na rejeição. Há exemplos que estão sendo mostrados", disse o ministro. Mendes participará do julgamento como ministro substituto. Dias Toffoli, titular da cadeira, está em viagem oficial à República Dominicana.

No parecer do Ministério Público, o vice-procurador eleitoral Eugênio Aragão afirma que o partido não obteve número mínimo de 492 mil assinaturas necessárias para obtenção do registro.

Agência Brasil Agência Brasil
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