Coordenador do União-PP ameaça não apoiar PL ao governo de SC por excesso de candidatos ao Senado
Deputado Fábio Schiochet diz que, se cenário continuar, as duas legendas deixarão Jorginho Mello e apoiarão candidato do PSD ao governo de Santa Catarina
BRASÍLIA - O deputado federal Fábio Schiochet (União-SC), coordenador da federação União Progressista, que junta o PP e o União Brasil, disse que caso o PL apoie a candidatura de Caroline de Toni (PL-SC) e de Carlos Bolsonaro (PL) ao Senado nas eleições deste ano, a federação deixará de apoiar a candidatura de Jorginho Mello (PL) à reeleição em Santa Catarina.
"Como coordenador da federação em SC não iremos admitir disputar três candidatos para duas vagas, sendo assim for a vontade do governador nosso caminho será de João Rodrigues, do PSD", diz o parlamentar.
A decisão do vereador do Rio em lançar candidatura ao Senado em Santa Catarina, anunciada no segundo semestre do ano passado, já causou problemas desde então.
Isso porque os presidentes do PL, Valdemar Costa Neto, e do PP, Ciro Nogueira, têm acordo que passava por uma chapa com dois nomes na disputa - inicialmente esses postulantes seriam a deputada Caroline de Toni e o já senador Esperidião Amin (PP-SC).
Vendo que poderia ter o apoio do partido rifado, De Toni conduz tratativas para migrar ao Novo.
Como mostrou o Estadão/Broadcast, Caroline afirmou ter ouvido do presidente nacional do PL que não haveria espaço para sua candidatura ao Senado após a confirmação de Carlos na disputa por Santa Catarina.
Amin já afirmou que ninguém pode barrar sua candidatura, mas reconheceu que não há espaço para uma chapa com três postulantes ao Senado no mesmo campo político. Ao falar da candidatura, ele lembra que é amigo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) há 34 anos.
Interlocutores de Bolsonaro, porém, dizem que ele sinaliza apoio à candidatura de Carlos e De Toni ao Senado - o que poderia deixar a federação do PP com o União de fora.
Nesta quarta-feira, 18, Carlos Bolsonaro postou uma foto ao lado de De Toni.
Articuladores da federação trabalham com a hipótese, desde ao ano passado, que Jorginho Mello precisa ter apoio das duas legendas para assegurar a reeleição neste ano.
Para eles, Jorginho apenas venceria com o apoio do União Progressista e se deixar o PSD isolado.
Dentro da federação, os ataques de aliados de Carlos a parlamentares de Santa Catarina e ao próprio Estado poderiam aumentar a rejeição a Carlos Bolsonaro e levá-lo a um surpreendente revés para a família.