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Política

'Cigarro para Bolsonaro', 'palavrão não é crime', 'balbúrdia social' e mais: veja frases do 1º dia de julgamento da trama golpista

STF julga a ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus pela tentativa de golpe de Estado em 2022

2 set 2025 - 19h38
(atualizado às 22h39)
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'Cigarro para Bolsonaro', 'palavrão não é crime', 'balbúrdia social', 'covardia' e outras frases marcaram o primeiro dia do julgamento na 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que pode condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais sete aliados pela trama golpista para tentar reverter o resultado das eleições de 2022. 

Nesta terça-feira, 2, o ministro relator, Alexandre de Moraes, iniciou o julgamento detalhando o processo na leitura do relatório. Em seguida, a palavra foi concedida à Procuradoria-Geral da República (PGR), representada por Paulo Gonet, que sustentou oralmente o pedido de condenação dos 8 réus por uma hora e 10 minutos. Na parte da tarde, foi a vez das sustentações orais dos advogados de Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Anderson Torres e Mauro Cid. Veja abaixo as frases mais marcantes: 

  • Alexandre de Moraes, relator

Moraes rebateu o que chamou de tentativas de interferência externa no processo e disse que a "soberania nacional" jamais será "vilipendiada, negociada ou extorquida"
Moraes rebateu o que chamou de tentativas de interferência externa no processo e disse que a "soberania nacional" jamais será "vilipendiada, negociada ou extorquida"
Foto: Gustavo Moreno/STF/Ilustração

"O caminho aparentemente mais fácil -- e só aparentemente --, que é o da impunidade, que é o da omissão, deixa cicatrizes traumáticas na sociedade e corrói a democracia, como lamentavelmente o passado recente do Brasil demonstra", acrescentou Moraes.

"Lamentavelmente, no curso desta ação penal, se constatou a existência de condutas dolosas e conscientes de uma verdadeira organização criminosa que, de forma jamais vista anteriormente em nosso país, passou a agir de maneira covarde e traiçoeira com a finalidade de tentar coagir o Poder Judiciário."

“Não havendo possibilidade de se confundir a saudável e necessária pacificação com a covardia do apaziguamento, que significa impunidade e desrespeito à Constituição Federal". 

  • Paulo Gonet, procurador-geral da República 

Autor da denúncia, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, usou cerca de uma hora e 10 minutos do limite de duas horas que tinha para sua manifestação, feita após a leitura do relatório do processo pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. Durante a fala, ele citou frases como 'balbúrdia social', ‘usurpação do poder’ e ‘afrontas acintosas’.
Autor da denúncia, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, usou cerca de uma hora e 10 minutos do limite de duas horas que tinha para sua manifestação, feita após a leitura do relatório do processo pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. Durante a fala, ele citou frases como 'balbúrdia social', ‘usurpação do poder’ e ‘afrontas acintosas’.
Foto: Gustavo Moreno/STF

"A história registra a profusão de ensaios dessas peças. Os golpes podem vir de fora da estrutura existente de poder, como podem ser engendrados pela perversão dela própria. O nosso passado e o de tantas outras nações oferecem ilustrações desta última espécie”

“Não podem ser tratados como de importância menor, como devaneios utópicos anódinos, como aventuras inconsideradas, nem como precipitações a serem reduzidas com o passar dos dias ao plano bonachão das curiosidades”.

  • Cármen Lúcia, ministra do STF e presidente do TSE

Atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia demonstrou incômodo após o advogado Paulo Renato Garcia Cintra Pinto citar as dúvidas levantadas por seu cliente à lisura do sistema eleitoral. 
Atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia demonstrou incômodo após o advogado Paulo Renato Garcia Cintra Pinto citar as dúvidas levantadas por seu cliente à lisura do sistema eleitoral.
Foto: Gustavo Moreno/STF
  • Luiz Fux, ministro do STF 

Fux interrompeu o advogado Demóstenes Torres para ponderar uma parte de seu currículo que havia sido mencionada pelo advogado.
Fux interrompeu o advogado Demóstenes Torres para ponderar uma parte de seu currículo que havia sido mencionada pelo advogado.
Foto: Gustavo Moreno/STF
  • Defesa técnica dos réus

Paulo Renato Garcia Cintra Pinto, que defende o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ)
Paulo Renato Garcia Cintra Pinto, que defende o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ)
Foto: Gustavo Moreno/STF

"Alexandre Ramagem não atuou para orientar o presidente, ele não era um ensaísta de Jair Messias Bolsonaro" -- Cintra Pinto.

Demóstenes Torres, que defende Almir Garnier
Demóstenes Torres, que defende Almir Garnier
Foto: Fátima Meira/Enquadrar/Estadão Conteúdo

"Alguém pode dizer que seria bom que Bolsonaro tivesse sido morto com aquela facada ou até que aquela facada fosse fake ou que a solução seria guilhotina. Tem que haver tolerância contra esse discurso. É um discurso quase que de um débil mental", disse Demóstenes Torres ao recorrer a termo capacitista em referência a opositores  do ex-presidente. 

"Tive pena dele porque é uma pessoa que vai completar 64 anos de idade, não tem recursos para pagar advogados. [Eu disse que] nós não poderíamos fazer [a defesa] sem cobrar, mas ele não teve dinheiro para pagar" - Demóstenes Torres

"É possível gostar do ministro Alexandre de Moraes e ao mesmo tempo gostar do ex-presidente Jair Bolsonaro? Sim, sou eu [...] Talvez eu seja a única pessoa no Brasil que gosta do ministro Alexandre de Moraes e gosta do ex-presidente Jair Bolsonaro" -- Demóstenes Torres

"Se o Bolsonaro precisar de eu levar cigarro para ele em qualquer lugar, conte comigo. Ele é uma pessoa que eu gosto" --- Demóstenes Torres

Eumar Roberto Novacki, defesa de Anderson Torres
Eumar Roberto Novacki, defesa de Anderson Torres
Foto: Reprodução/TV Justiça

"Infelizmente, palavrões não são crimes" -- Eumar Roberto Novacki

César Roberto Bittencourt, advogado de Mauro Cid
César Roberto Bittencourt, advogado de Mauro Cid
Foto: Gustavo Moreno/STF
Fonte: Redação Terra
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