"Quero poder me ver no hino do RS", diz Laura Sito em entrevista ao Raio X
A parlamentar ainda abordou questões raciais e comentou uma recente discussão envolvendo o influenciador Jota e a bancada negra da Assembleia Legislativa
A deputada estadual Laura Sito afirmou que a esquerda de Porto Alegre precisa fazer uma reflexão sobre os nomes lançados para disputar cargos majoritários na Capital. Em entrevista ao programa Raio X nesta sexta-feira (29), a parlamentar destacou que, apesar da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva na cidade nas eleições presidenciais de 2022, o desempenho não se repetiu nas eleições municipais de 2024. Segundo ela, lideranças que obtêm expressiva votação nas disputas proporcionais acabam enfrentando altos índices de rejeição quando concorrem ao Executivo.
Durante a entrevista, Laura também comentou temas econômicos e afirmou que não costuma fazer "lacração ideológica" em debates considerados sérios. A deputada defendeu que teria compromisso com os setores produtivos caso ocupasse cargos de maior responsabilidade administrativa e questionou a destinação de recursos públicos para grandes empreendimentos. Segundo ela, investimentos deveriam priorizar atividades com maior capacidade de geração de empregos e impacto social.
A parlamentar ainda abordou questões raciais e comentou uma recente discussão envolvendo o influenciador Jota e a bancada negra da Assembleia Legislativa. Laura afirmou que ninguém impediria a participação do influenciador no grupo, mas ponderou que há divergências em relação à interpretação do racismo estrutural no Brasil. Ela também declarou que o Rio Grande do Sul é, em sua avaliação, o estado mais segregado racialmente do país e argumentou que a contribuição histórica da população negra foi invisibilizada ao longo do tempo.
Outro tema tratado foi a polêmica sobre o hino do Rio Grande do Sul. Laura Sito defendeu a possibilidade de alterações na letra para que mais pessoas possam se sentir representadas pela composição. Segundo a deputada, o hino já passou por mudanças ao longo da história e pode ser novamente adaptado sem perder sua importância cultural. "Eu acho o hino do RS lindo, eu quero cantar ele e poder me ver nele", afirmou.
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