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China domina pauta de primeiro jantar de Bolsonaro nos EUA

Paulo Guedes, ministro da Economia, endossou o bordão de que o país pode "comprar no Brasil, mas não comprar o Brasil"

18 mar 2019
09h37
atualizado às 17h17
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O presidente Jair Bolsonaro participou na noite de ontem (17) de um jantar na embaixada brasileira em Washington, seu primeiro compromisso oficial da agenda da viagem aos Estados Unidos. Bolsonaro desembarcou em Washington na tarde de domingo e deverá ficar nos EUA até terça-feira (19), quando haverá sua reunião com o presidente Donald Trump.

No jantar, oferecido pelo embaixador Sérgio Amaral, o ministro da Economia, Paulo Guedes, foi o principal orador, enquanto Bolsonaro preferiu "ouvir" mais que "falar". Entre os convidados para o jantar, estavam o estrategista político Steve Bannon, que atou na campanha de Trump; Mary Anastasia O'Grady, colunista e membro do conselho editorial do Wall Street Journal; Matt Schlapp, presidente da União Conservadora Americana; Gerald Brant, diretor do fundo de investimentos Pantera Capital; e Chris Buskirk, editor do site American Greatness.

'China' domina pauta de primeiro jantar de Bolsonaro nos EUA
'China' domina pauta de primeiro jantar de Bolsonaro nos EUA
Foto: EPA / Ansa

Olavo de Carvalho, um dos mentores do "bolsonarismo", sentou-se ao lado direito de Bolsonaro. Bannon, à esquerda. O jantar teve tradução simultânea.

Um dos assuntos mais abordados pela comitiva brasileira foi a China, com Guedes endossando o bordão de que o país pode "comprar no Brasil, mas não comprar o Brasil". A comitiva demonstrou preocupação com a "dependência" que a economia brasileira tem da China, seu maior parceiro comercial.

Jantar na embaixada do Brasil nos EUA. pic.twitter.com/F4j67gw6Sv

? Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 18 de março de 2019

Os Estados Unidos são o segundo parceiro. O chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, e Olavo de Carvalho são dois dos maiores defensores de um distanciamento da China, mesmo alinhamento defendido por Bannon nos EUA. Já os agricultores brasileiros temem que um distanciamento prejudique as exportações de commodities.

Em suas falas durante o jantar, Bolsonaro, por sua vez, focou-se em ataques ao "comunismo" e aos "defensores da tirania", de acordo com fontes locais. Na agenda de hoje, Bolsonaro terá reunião com o ex-secretário do Tesouro norte-americano Henry "Hank" Paulson, participará de assinatura de atos e jantará com executivos do Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos. O aguardado encontro com Donald Trump está marcado para amanhã, com a previsão de anúncio de acordos bilaterais. Será a primeira reunião oficial entre os dois líderes, que se falaram por telefone no ano passado.

No mesmo dia, Bolsonaro terá um encontro com o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, e visitará o Cemitério Nacional de Arlington, com deposição floral no Túmulo ao Soldado Desconhecido. Durante sua permanência nos EUA, Bolsonaro ficará hospedado na Blair House, residência oficial destinada a receber convidados de Estado.

Na delegação brasileira, estão os ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Paulo Guedes (Economia), Sergio Moro (Justiça), general Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia), almirante Bento Albuquerque (Minas e Energia) e Tereza Cristina (Agricultura). O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) também esta na comitiva.

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Ansa - Brasil   

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