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Política

MPF e países vizinhos discutem estratégias para combate de tráfico em rios da fronteira com Brasil

Ministérios Públicos Federais do Brasil, Colômbia e Peru buscam definir plano de atuação conjunta para mapear as rotas utilizadas por traficantes e contrabandistas nos rios que cortam regiões

26 abr 2024 - 21h42
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BRASÍLIA - O Ministério Público Federal (MPF), junto aos Ministérios Públicos de Colômbia, Paraguai e Peru, discutiram estratégias para fortalecer o combate a crimes transnacionais que utilizam vias fluviais nas fronteiras do Brasil. A proposta do encontro entre os órgãos internacionais se deu para estabelecer e compartilhar experiências em casos que envolvam, principalmente, tráfico de drogas e pessoas.

Segundo ministérios, é preciso fortalecer os instrumentos de cooperação jurídica entre os órgãos públicos dos quatro países e definir um plano de atuação conjunta para mapear as rotas utilizadas por traficantes e contrabandistas nos rios que cortam a região, sendo eles Amazonas, Paraná e Paraguai.

Ao longo dos rios Paraná e Paraguai, uma rota de atividades ilícitas funciona, sobretudo na Tríplice Fronteira, de acordo com MPF. Atualmente, estima-se que existam centenas de portos clandestinos às margens do rio Paraná usados para contrabandear mercadorias, sobretudo tabaco do Paraguai ao Brasil. O produto ilegal corresponde a 20% do mercado brasileiro de cigarros.

Já no Amazonas estudos apontam que, após a pandemia de covid-19, o rio passou a ser rota frequente para o tráfico de drogas. Entre 2014 e 2021, as apreensões de cocaína aumentaram cerda de 300% na região, segundo ministérios.

Também discutido na reunião internacional dos ministérios públicos, recentemente, o MPF criou um grupo de enfrentamento do tráfico internacional de pessoas, com a função de identificar, prevenir e reprimir os crimes de tráfico transnacional de pessoas e de contrabando de migrantes. A Unidade de Enfrentamento vai instaurar procedimentos investigatórios criminais e acompanhar a tramitação de investigações e inquéritos, requisitando diligências.

Estadão
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