Biografia oficial de Dilma omite 1º casamento da presidente
- Laryssa Borges
- Direto de Brasília
A biografia oficial da presidente Dilma Rousseff, disponibilizada neste sábado de sua posse no site oficial da Presidência da República, omitiu um dado curioso da vida pessoal da mais nova chefe do Executivo federal: o primeiro casamento dela, em 1967, com o jornalista Cláudio Galeno, companheiro de militância nos anos de ditadura. A união, que durou cerca de dois anos, não foi mencionada em nenhum trecho da história da vida de Dilma publicada pelo Palácio do Planalto.
No site oficial de sua campanha, no entanto, ao citar este casamento da presidente, Galeno era descrito como "companheiro de militância". "Os dois caem na clandestinidade e, para fugir ao cerco da repressão, dividem-se entre diferentes cidades, até que a distância acaba separando o jovem casal", disse a biografia da campanha da petista.
Na nova biografia, entretanto, é mencionado apenas o nome do advogado e militante gaúcho Carlos Franklin Paixão de Araújo, com quem Dilma tem uma filha, Paula.
Além de seus projetos como gestora de programas do governo federal na época em que foi ministra de Minas e Energia e da Casa Civil, outros trechos da vida pessoal da presidente também são destacados na biografia oficial, como o enfrentamento de um câncer. "Em abril de 2009, Dilma dá início ao tratamento de um câncer linfático, que é completamente eliminado em setembro do mesmo ano. A doença estava em estágio inicial e foi combatida com tratamento de quimioterapia", disse o texto, que ressalta ainda o papel da militante Dilma na luta contra o regime militar, incluindo as torturas por que passou, e seu desempenho na defesa da anistia durante o período de abertura política.