Após encontro na Casa Branca, Brasil e EUA têm 1ª reunião sobre tarifas
Representante comercial dos EUA e ministro brasileiro se reuniram de forma virtual na terça-feira, 19
O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, anunciou na noite de terça-feira, 19, que teve a primeira reunião com o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços do Brasil, Márcio Fernando Elias Rosa, para discutir tarifas e relações comerciais.
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Segundo Greer, o encontro ocorreu de forma virtual e aconteceu "para dar seguimento à reunião de 7 de maio entre o Presidente Trump e o Presidente Lula na Casa Branca".
"Saúdo o engajamento construtivo do Brasil para progredir em questões comerciais e aguardo com expectativa discussões contínuas", escreveu o representante dos EUA em uma publicação nas redes sociais.
A reunião entre os dois ocorreu 12 dias após o encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca.
Na terça-feira, o ministro da Fazenda do Brasil, Dario Durigan, também se encontrou com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, em Paris. A reunião aconteceu à margem da agenda oficial das reuniões dos ministros das Finanças do G7.
À imprensa, Durigan disse que a reunião foi "muito boa" e afirmou estar "confiante" de que o prazo de 30 dias acertado entre Lula e Trump para chegar a um acordo sobre a aplicação de tarifas aos produtos brasileiros importados pelos americanos seja cumprido.
Boa relação com Trump
Em entrevista ao jornal americano The Washington Post, divulgada no último domingo, 17, Lula disse que uma boa relação pessoal com Trump pode evitar novas tarifas e sanções ao Brasil, além de atrair investimentos americanos ao País e garantir o respeito à democracia brasileira.
"Trump sabe que me oponho à guerra com o Irã, discordo de sua intervenção na Venezuela e condeno o genocídio que está acontecendo na Palestina. Mas minhas divergências políticas com Trump não interferem na minha relação com ele como chefe de Estado. O que eu quero é que ele trate o Brasil com respeito, entendendo que sou o presidente democraticamente eleito aqui", destacou o presidente brasileiro.
Segundo a reportagem, Lula descreveu sua abordagem em relação a Trump como estratégica: "Se eu conseguir fazer Trump rir, posso alcançar outras coisas também", disse. "Não dá para simplesmente desistir."
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