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"Não acredito que [Trump] terá influência nas eleições brasileiras", afirma Lula na Casa Branca

Entenda os bastidores do encontro entre os líderes em Washington e o posicionamento do presidente sobre a soberania nacional e o processo eleitoral

7 mai 2026 - 19h09
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (07) que não acredita em uma interferência de Donald Trump nas próximas eleições do Brasil. A declaração foi feita em Washington, nos Estados Unidos, logo após uma reunião de trabalho de três horas na Casa Branca. O mandatário brasileiro reforçou que a relação com o líder norte-americano é pautada pela sinceridade e pelo respeito à autonomia de cada nação. Para o petista, a escolha dos governantes brasileiros cabe exclusivamente aos eleitores do país, sem espaço para pressões externas ou ocupações políticas de potências estrangeiras.

Lula
Lula
Foto: Andrew Harnik/Getty Images / Perfil Brasil

Segundo informações do portal CNN, o encontro oficial teve início por volta de 12h20, quando Lula foi recebido por Trump com um aperto de mão. Os dois líderes participaram de um almoço reservado onde discutiram temas bilaterais. Durante a coletiva de imprensa na embaixada brasileira, o presidente destacou que a neutralidade entre chefes de Estado é um pilar fundamental da diplomacia moderna. "Eu acho que não é uma boa política um presidente de outro país ficar interferindo nas eleições de outros países. É um princípio básico para que a gente não permita a ocupação cultural, política e a soberania de outro país. Eu penso que a nossa relação com o Trump é uma relação sincera", declarou o presidente brasileiro.

Lula foi enfático ao afastar qualquer temor sobre o impacto da figura de Trump no pleito nacional. Ele ressaltou que a democracia brasileira é sólida o suficiente para definir o seu próprio rumo nas urnas. "Não acredito que [Trump] terá influência nas eleições brasileiras, até porque quem vota é o povo brasileiro. Eu acho que ele vai se comportar como o presidente dos Estados Unidos, deixando que o povo brasileiro defina seu destino [...] Nossa relação é muito boa. Quem vai decidir a eleição brasileira é o povo brasileiro. Não acredito na interferência de quem quer que seja de fora", pontuou o mandatário na coletiva.

Ao ser provocado sobre a possibilidade de pedir apoio político ao presidente americano, o petista foi direto ao negar tal intenção. Ele afirmou que não discute esse tipo de pauta interna com qualquer autoridade internacional. Os detalhes do cronograma na Casa Branca foram alterados a pedido da delegação brasileira, conforme revelou Mariana Janjácomo, correspondente da CNN Brasil. Embora houvesse expectativa de uma fala no Salão Oval aberta à imprensa, as agendas permaneceram fechadas. Após o encerramento das discussões, Lula seguiu para a embaixada para atender os jornalistas antes de concluir sua missão oficial em território norte-americano.

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