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"Analista" que apareceu em live ganha comando de secretaria

Nomeação do coronel da reserva Eduardo Gomes da Silva foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira

17 ago 2021 05h12
| atualizado às 07h29
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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nomeou nesta terça-feira, 17, o coronel da reserva Eduardo Gomes da Silva para o comando da Secretaria Especial de Modernização do Estado (Seme). O ex-assessor especial da Casa Civil esteve ao lado do presidente na live em que Bolsonaro apresentou fake news e vídeos descontextualizados como "provas" de fraudes na urna eletrônica.

O coronel da reserva Eduardo Gomes da Silva falou sobre supostas fraudes nas urnas eletrônicas, em live com o presidente Jair Bolsonaro
O coronel da reserva Eduardo Gomes da Silva falou sobre supostas fraudes nas urnas eletrônicas, em live com o presidente Jair Bolsonaro
Foto: Reprodução / Estadão

Na ocasião, Gomes foi introduzido como "analista de inteligência". Ao longo da transmissão ao vivo, o general da reserva afirmou que as urnas têm "problemas" e precisam de "melhorias". Sem apresentar dados, chegou a dizer que "o brasileiro não se sente confortável" com o atual modelo de votação.

A live, realizada no último dia 29 de julho, é objeto de uma investigação preliminar aberta pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, para apurar se Bolsonaro cometeu possíveis irregularidades ao atacar o sistema eleitoral. Aras manifestou a instauração do procedimento nesta segunda-feira, 16, após uma cobrança feita pela ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A nomeação de Gomes acompanha a mudança de pasta do ministro Luiz Eduardo Ramos. No final de julho, em uma minirreforma ministerial da gestão Bolsonaro, Ramos deixou o controle da Casa Civil e passou ao comando da Secretaria-Geral da Presidência da República. Com a nomeação, Gomes passa a ocupar o cargo que antes era do procurador da Fazenda Nacional, Sérgio Augusto de Queiroz.

O coronel de Artilharia da reserva chegou ao Palácio do Planalto, em março de 2020, ao lado de outros oficiais com experiência no setor de Inteligência do Exército. Em um primeiro momento, atuou como secretário adjunto na Secretaria Especial de Relações Institucionais, subordinada à Secretaria de Governo (Segov) — na época, chefiada por Ramos. Em abril, quando o ministro foi deslocado para a Casa Civil, Gomes o acompanhou, mas desta vez com o cargo de assessor especial.

Antes de passar à reserva, Gomes chegou a trabalhar como oficial de Estado-Maior no Comando Militar do Sudeste, em São Paulo, de onde o ministro Ramos passou direto para o Palácio do Planalto.

Eduardo Gomes tem mestrado em Ciências Militares na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e foi comandante de Organizações Operacionais da instituição. /COLABOROU FELIPE FRAZÃO

Estadão
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