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Política

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Justiça eleva penas de Ronnie Lessa e Élcio Queiroz pelos assassinatos de Marielle Franco e Anderson

Ex-policiais foram condenados como os executores do crime contra a parlamentar do PSOL; defesa deles ainda não foi localizada

6 ago 2026 - 12h23
(atualizado às 13h45)
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Furos de bala no carro onde estava a vereadora do PSOL-RJ, Marielle Franco. FOTO: CONSTANÇA REZENDE/Estadão
Furos de bala no carro onde estava a vereadora do PSOL-RJ, Marielle Franco. FOTO: CONSTANÇA REZENDE/Estadão
Foto: Estadão / Estadão

RIO - A Justiça do Rio de Janeiro aumentou a pena dos ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio Queiroz pelos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, além da tentativa de homicídio de Fernanda Chaves. O Estadão tenta localizar a defesa do ex-policiais.

A decisão de terça-feira, 4, aumenta a pena de Ronnie Lessa de 78 anos e nove meses para 81 anos e 10 meses de prisão, enquanto Élcio Queiroz passou de 59 anos e oito meses para 76 anos e seis meses de prisão.

Executores confessos da ex-parlamentar, Lessa e Queiroz estão presos em desde março de 2019. A dupla foi denunciada e condenada por duplo homicídio triplamente qualificado, por um homicídio tentado e pela receptação do veículo Cobalt utilizado no dia do crime, no dia 14 de março de 2018.

Além disso, o MPRJ argumenta que a sentença não levou em consideração o pedido de incidência da fração mínima de redução pelo reconhecimento da tentativa de homicídio contra Fernanda Chaves.

O Ministério Público também destacou que os criminosos utilizaram um veículo clonado para a prática dos crimes e que toda a ação foi previamente planejada.

"A execução de um parlamentar, seja ele quem for, representa um ataque direto às instituições legalmente constituídas. No caso, pelas particularidades como o crime foi praticado com envolvimento de outros parlamentares, autoridade policial e em plena intervenção federal na segurança pública carioca", diz a decisão da Justiça do Rio.

No parecer, o Gaeco sustentou a necessidade de aumento das penas para "assegurar a correta aplicação dos critérios legais de individualização da sanção, em razão da elevada intensidade do dolo, do sofisticado planejamento da ação criminosa e da gravidade dos delitos praticados".

Estadão
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