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Política

Aliados dizem que Temer já cumpriu papel de pacificação entre Poderes e destacam papel de 'bombeiro'

Ex-presidente trabalhou nos bastidores pela “PL da dosimetria” como alternativa à anistia ampla

20 set 2025 - 04h59
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Michel Temer se encontrou com Paulinho da Força
Michel Temer se encontrou com Paulinho da Força
Foto: VINICIUS NUNES/AGÊNCIA F8 / Estadão

Aliados próximos de Michel Temer (MDB) afirmam que o ex-presidente já concluiu sua participação direta na articulação do Projeto de Dosimetria --nome dado pelo relator Paulinho da Força (Solidariedade-SP) ao texto que pretende apresentar à Câmara dos Deputados sobre a “PL da anistia"--, e na formação do “Pacto do Alvorada”, voltado à pacificação entre os Poderes. Os dois se encontram na sexta-feira, 19, em São Paulo. 

A condução do processo, segundo esses interlocutores, agora está nas mãos do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), além do relator da proposta, do Supremo Tribunal Federal, e do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

De acordo com pessoas próximas a Temer, a entrevista do ex-presidente ao programa Roda Viva, da TV Cultura, no começo da semana ajudou a criar um ambiente de maior entendimento entre as instituições. “Se houver necessidade, ele pode voltar a atuar como bombeiro”, disse um aliado à reportagem.

A movimentação, porém, não foi bem recebida por parte da direita. Aliados de Jair Bolsonaro (PL) defendem anistia ampla, geral e irrestrita. O pastor Silas Malafaia criticou a abordagem considerada “suave” de Temer, argumentando que a proposta de dosimetria representa apenas a amenização das penas e não o perdão completo.

O papel de articulador repete momentos anteriores da trajetória política de Temer. Em 2017, como presidente, conseguiu barrar denúncias apresentadas pela Procuradoria-Geral da República. Na época, a PGR denunciou o político por corrupção passiva, organização criminosa e obstrução, com base na delação dos acionistas e executivos do Grupo J&F, que controla a JBS. Durante o seu mandato, ele ainda conduziu a aprovação da reforma trabalhista.

Em 2021, interveio para conter a crise entre Bolsonaro e o STF, redigindo a carta de recuo publicada pelo então presidente após atacar o Poder Judiciário em discurso inflamado durante o 7 de setembro daquele ano. 

Agora, em 2025, Temer volta a se posicionar como peça-chave em meio à crise institucional. O desafio será transformar o “PL da dosimetria” em um texto legislativo viável, que consiga passar pelo Congresso sem novos atritos com o Supremo — e, ao mesmo tempo, manter o respaldo de sua própria base política.

Fonte: Portal Terra
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