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Política

Aécio diz que governar é copiar, mas chama governo PT de software pirata

Senador mineiro e potencial candidato à Presidência brincou que pensou em cancelar a viagem à capital gaúcha após a vitória de seu time, o Cruzeiro, sobre o Grêmio

11 nov 2013 - 15h05
(atualizado às 21h46)
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<p>Aécio criticou gestão PT na Presidência e condução e resultado do leilão de Libra</p>
Aécio criticou gestão PT na Presidência e condução e resultado do leilão de Libra
Foto: Letícia Heinzelmann / Terra

O senador e potencial candidato à Presidência da República, Aécio Neves (PSDB-MG), voltou a criticar o governo PT, que ele chamou de "software pirata", nesta segunda-feira, em Porto Alegre. "As coisas boas do governo PT foram copiadas do PSDB, mas o Brasil paga caro pelos 10 anos de aprendizado do PT. O País precisa trocar o software pirata pelo software original", disse o mineiro, que mais tarde diria que ele mesmo copiou ideias que deram certo de outras administrações em sua gestão como governador, alegando que "governar é copiar".

Segundo ele, o País tem hoje um número de "obras atrasadas como nunca se viu no Brasil", causado por um "descontrole", e que isso "não pode ser visto como coisa normal". Aécio frisou que tem "respeito pessoal" pela presidente Dilma Rousseff, que considera "uma mulher de bem", mas cujo governo "fracassou". Como exemplo de má gestão, o senador se referiu diversas vezes ao leilão do campo de Libra, que teve apenas um interessado, e afirmou que a Petrobras sofre com o "aparelhamento" da máquina. "Diziam que o PSDB privatizaria a Petrobras e o Banco do Brasil, mas o que nós queremos é reestatizar a petroleira", disse. 

Sobre o Bolsa Família, Aécio admitiu que seu partido é um grande crítico do programa e que ele não compartilha dessa opinião, mas também não concorda com a condução do projeto pelo PT. "Eu não quero que as famílias deixem o Bolsa Família como herança para os filhos. O programa tem que ser um ponto de partida, não de chegada."

Aécio falou à imprensa após mais de uma hora de atraso, atribuído à forte chuva que atinge a capital gaúcha desde domingo. Além das críticas aos governos Lula e Dilma, outro tema abordado pelo tucano foi sua provável candidatura em 2014.

Campanha eleitoral

Perguntado sobre a declaração do ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso de que ser superado na eleição presidencial pelo governador pernambucano, Eduardo Campos (PSB), não seria uma tragédia, Aécio Neves desconversou. Disse que não se guia por pesquisas, e afirmou que FHC é um apoiador de seu projeto.

<p>O senador disse que há quadros no PSDB, mas que deve se lançar candidato a presidente em dezembro</p>
O senador disse que há quadros no PSDB, mas que deve se lançar candidato a presidente em dezembro
Foto: Letícia Heinzelmann / Terra

"É um orgulho o PSDB ter grandes nomes disponíveis para se apresentar à eleição", apontou, dizendo que pretende se lançar oficialmente como pré-candidato em dezembro, ao terminar a série de viagens que vem fazendo pelo País. O senador aproveitou para lembrar as viagens que a presidente Dilma também vem realizando, e disse que ela se porta como candidata à reeleição.

Aécio fez pelo menos uma "promessa de campanha" em sua passagem por Porto Alegre, dizendo que "trocaria uns 20 ministérios, a metade dos 39 de hoje, por uma única secretaria". "Uma secretaria de desburocratização tributária, para acabar com a perversidade que existe hoje contra quem quer empreender", disse, conquistando aplausos da plateia na sede da Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul (Federasul). 

<p>O mineiro fez brincadeiras sobre a rivalidade no futebol</p>
O mineiro fez brincadeiras sobre a rivalidade no futebol
Foto: Letícia Heinzelmann / Terra

Antes de concluir, o senador fez uma brincadeira ao citar o ex-dirigente gremista e deputado estadual Paulo Odone (PPS), dizendo que pensou em cancelar sua visita a Porto Alegre "depois de ontem à noite". Aécio se referia a vitória de seu time, o Cruzeiro, por 3 a zero sobre o Grêmio, no jogo válido pelo Campeonato Brasileiro. "Mas sabia que seria bem recebido, afirnal somos todos azuis", arrematou. Ainda se referindo ao Estado, o mineiro citou sua origem familiar política - e disse ter orgulho de sua atividade, "quando bem exercida" -, ao lembrar a atuação de seu avó, o ex-presidente Tancredo Neves, no governo de João Goulart, e sua presença no enterro do líder deposto pela ditadura militar.

Fonte: Terra
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