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Vídeo de acusado de tráfico tem choro, suborno e prisão

Homem ofereceu R$ 500 mil ao delegado para ser liberado

10 abr 2015 15h31
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Polícia descobriu mais de R$ 3,2 mi em caminhonete Hilux sem origem comprovada
Polícia descobriu mais de R$ 3,2 mi em caminhonete Hilux sem origem comprovada
Foto: PJC/MT / Divulgação

O delegado João Biffe Júnior, de Canarana (MT), prendeu em flagrante por corrupção José Silvan de Melo, 41 anos, conhecido como "Abençoado", que carregava mais de R$ 3,2 mihões, sem origem comprovada, na carroceria de uma caminhonete Hilux no último domingo (5). A prisão foi feita depois de Silvan chorar e oferecer R$ 500 mil em suborno, para ser liberado.

Devido ao apelido do acusado, o delegado sugeriu que ele busque Deus e não fique cometendo crimes. Um vídeo mostra o choro, a tentativa de suborno, a ordem de prisão e o sermão dados pelo delegado Biffe.

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Silvan é investigado pelo Departamento de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), de Recife (PE), por tráfico internacional de drogas.  Em 2014, ele foi preso em Recife com R$ 940 mil e ofereceu R$ 200 mil à Polícia para não ser preso. 

Suspeito de tráfico chora, oferece suborno e acaba preso:

No último domingo, em Canarana, quando os policiais descobriram os R$ 3.201,587 milhões divididos em três sacos escondidos na carroceria da caminhonete, embaixo de esterco, cerâmicas, madeiras e alimentos, Silvan, segundo a polícia, disse: "É real, deixe isso aí e vamos conversar".

Ao delegado Biffe, Silvan afirmou que "enterrava tais valores por questões de segurança". Também argumentou ser dono de fazendas e comprador de gado. "Situação incompatível com os valores apreendidos, pois não encontramos nenhuma propriedade em seu nome e  nenhum documento de compra ou venda de gado", afirma João Biffe. 

Biffe está conduzindo as investigações com reforço de outros dois delegados da região e espera terminar o inquérito em 10 dias. Silvan está preso na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, para onde foi transferido na terça-feira (7).

O vídeo será usado como prova no inquérito policial, pelo qual o suspeito foi preso em flagrante por crime de corrupção e lavagem de capitais.

Há meses o acusado era monitorado pela Polícia Judiciária Civil por suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas. Durante as investigações, os policiais constataram que era de costume José Silvan chegar em Canarana, geralmente, no final da tarde, permanecendo hospedado no Hotel Tangará até o anoitecer, quando então deixava a cidade. Sabendo disso, foi possível flagrá-lo.

Fonte: Terra
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