Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Polícia

SP: irmão diz que herança não foi motivo para bancário matar irmãs

6 out 2011 - 15h51
(atualizado às 15h57)
Compartilhar
Wagner Carvalho
Direto de Bauru

A Polícia Civil de Jaú, a 269 km de São Paulo, ouviu nesta quinta-feira o advogado João Batista de Miranda Prado Neto. Ele era irmão do bancário aposentado Francisco Miranda de Almeida Prado, 59 anos, que no último domingo, matou as duas irmãs, Ana Carolina Miranda de Almeida Prado, 66 anos, e Ana Cecília Miranda de Almeida Prado, 60 anos, e em seguida, cometeu suicídio.

O depoimento do irmão era aguardado pela polícia, pois poderia desvendar o motivo do crime. "No depoimento, ele contou que a família vivia bem. Não havia desentendimentos e nem briga por herança alguma", afirmou o delegado Euclides Salviato Júnior.

De acordo com o delegado, o irmão informou que a partilha dos bens da família aconteceu há 15 anos, quando o pai faleceu. "Cada filho recebeu sua parte na época, não havia essa discussão no momento."

O advogado disse à polícia que a herança da família não é tão grande quanto se tem divulgado na imprensa. "Ele contou que não existem fazendas, gados ou outras propriedades", afirmou o delegado. Tanto as irmãs quanto o irmão viveriam de suas aposentadorias.

Sobre o comportamento do irmão, o advogado disse que ele era calmo e tranquilo, que gostava de viajar e nunca tinha tido problemas psicológicos ou depressão. "Fizemos diligência no posto, último local em que ele esteve antes de cometer o crime, e as pessoas informaram que ele passou por lá no intervalo do jogo, mas que estava normal e que não ingeriu bebida alcoólica", afirmou Salviato Júnior.

João Batista contou para o delegado que arma utilizada no crime pertencia ao pai, e que, na partilha dos bens, por ele não gostar de revólver, teria deixado aos cuidados do irmão. "Ele disse que a relação dos irmãos era harmoniosa. Em termos de esclarecimento do crime, não temos novidades. Se houve motivação, o irmão levou com ele", disse o delegado.

O irmão contou que a mãe já sabe da morte dos três filhos e está à base de fortes medicamentos. Nos raros momentos de lucidez, ela contou que não viu o crime, disse que fazia crochê em uma das salas da casa, quando o filho chegou da rua e as filhas estavam em outro cômodo. O advogado contou ainda que a mãe ouviu os dos disparos, mas como não tem uma boa audição, não identificou como sendo tiros. Ao chegar à sala, ela encontrou os filhos caídos no chão.

Para os parentes, ela contou que tirou a arma da mão do filho e escondeu atrás da geladeira para que ele não voltasse a atirar, sem saber que ele já estava morto. O delegado contou que aguarda os resultados dos exames feitos para concluir o inquérito e enviar para a justiça. "Se houve uma motivação, nunca saberemos, pois ele levou consigo as informações. Foi mesmo uma fatalidade", afirmou Salviato.

Como a mãe não teria presenciado o crime e se está abalada, o delegado só irá ouvi-la, caso a Justiça solicite. "Ela tem 89 anos e precisamos preservá-la", disse.

Fonte: Especial para Terra
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra