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Polícia

SP: advogado quer pena de 25 anos para skinhead; punks protestam

20 mai 2011 - 14h01
(atualizado às 14h33)
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Simone Sartori
Direto de Mogi das Cruzes

O advogado de acusação Paulo Roberto da Silva Passos espera condenação mínima de 25 anos para um dos três skinheads acusados de obrigar dois jovens a saltar de um trem em movimento em 7 de dezembro de 2003, em Mogi das Cruzes, região metropolitana de São Paulo. O julgamento de Juliano Aparecido de Freitas, que na época do crime tinha 18 anos, será realizado na tarde desta sexta-feira no Fórum de Mogi das Cruzes. Clayton da Silva sofreu traumatismo craniano e morreu dias depois, em consequência da queda. O amigo Flavio Augusto do Nascimento Cordeiro teve o braço amputado. As vítimas teriam sido confundidos com integrantes do movimento punk.

"A expectativa é que haja condenação e pena mínima de 25 anos em regime fechado para o réu. Porém, se o acusado for condenado ele ficará em liberdade até o último recurso porque, desde então, ele responde ao processo em liberdade. Não teremos estratégia para esse julgamento porque a leitura das peças já provará a culpa para esse crime hediondo na acepção da palavra", afirmou o advogado Paulo Roberto da Silva Passos.

O juiz Alberto Alonso Muñoz, do Fórum do Distrito de Brás Cubas, iniciou às 13h, na sala do júri, a escolha dos setes jurados que vão compor o conselho de sentença, formado por quatro homens e três mulheres. O julgamento não tem prazo para acabar e, segundo os advogados de acusação, deve avançar a madrugada de sábado.

Antes do início do julgamento, por volta das 13h15, um grupo gritava palavras de ordem do lado de fora do Fórum: "nazistas, racistas, não passarão". Eles também protestaram com faixas e os dizeres "Anarco punk nas ruas, contra o racismo, a homofobia e a intolerância".

Grupo protesta antes do início do julgamento de Skinhead
Grupo protesta antes do início do julgamento de Skinhead
Foto: Simone Sartori / Terra
Fonte: Terra
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