Secretaria: acusado da morte de João Hélio está no Brasil
Um dos homens presos pela participação no assalto que resultou na morte do menino João Hélio Fernandes, 6 anos, arrastado por 7 km no Rio de Janeiro, em 2007, não está no exterior, informou a Secretaria Especial de Direitos Humanos nesta quinta-feira. Na época menor de idade, ele cumpriu medida socioeducativa por três anos e foi libertado no dia 10.
De acordo com a assessoria de imprensa da secretaria, o homem, de 18 anos, ingressou no Programa de Proteção à Criança e ao Adolescente Ameaçado de Morte, do governo federal, e está em um local sigiloso, no Brasil. Segundo a assessoria, a informação de que ele teria ido para a Suíça é um boato e atrapalha o trabalho de proteção do governo.
O caso
Por volta das 21h30 do dia 7 de fevereiro de 2007, Rosa Cristina Fernandes estava em seu Corsa com os filhos Aline, 13 anos, e João Hélio, 6 anos, voltando para a casa. Ao parar em um sinal de trânsito na rua João Vicente, perto da praça do Patriarca, em Oswaldo Cruz, foi abordada por três homens armados. Todos saíram do carro, mas o menino ficou preso pelo cinto de segurança e foi arrastado pelas ruas de Madureira, Campinho e Cascadura.
Várias pessoas que passavam tentavam avisar os ocupantes do carro. Um deles teria ironizado dizendo que não era uma criança, mas sim um "boneco de Judas". Os bandidos abandonaram o carro na rua Caiari, com o menino já morto.
Além do menor, outras quatro pessoas foram presas. Carlos Eduardo Toledo de Lima foi condenado a 45 anos de prisão, enquanto Diego Nascimento da Silva recebeu uma pena de 44 anos e três meses. Os outros dois, Carlos Roberto da Silva e Tiago de Abreu Mattos, foram condenados, cada um, a 39 anos de reclusão.