Mais de 1,3 mil homens do agrupamento Centro de Operações Especiais (COE) participaram da ocupação do Complexo do Caju
Foto: Daniel Ramalho / Terra
Em operação que durou cerca de 25 minutos e sem encontrar resistência, as forças de segurança ocuparam na madrugada deste domingo o Complexo do Caju, conjunto de favelas que, no total, abrange 13 comunidades, e a Barreira do Vasco, na zona norte da capital fluminense. A ação teve início às 5h. Com as comunidades ocupadas, a Secretaria de Segurança Pública do Estado deve instalar novas Unidades de Polícia Pacificadora, as UPPs, no local.
As forças das Polícias Militar, Civil e Rodoviária Federal continuam nas comunidades em operações de buscas de criminosos e apreensões de armas, drogas, objetos roubados. O ônibus do Instituto de Identificação Félix Pacheco (IIFP) ficará baseado próximo ao local para facilitar a identificação de possíveis criminosos.
Na entrada do Complexo do Caju, o Bope encontrou muitas barricadas e blocos de concreto deixados pelos criminosos para tentar impedir o avanço da força da polícia. "Foi tudo muito tranquilo, já estávamos com uma estrutura preparada, prevendo esse tipo de situação", afirmou o capitão Alexandre Lima Ramos, relações públicas do Batalhão de Choque. Carros do Bope e blindados da Marinha foram usados para superar os obstáculos.
O capitão comemora que a ocupação do Complexo foi feita sem o disparo de nenhum tiro e sem confronto. "Nosso objetivo é entrar com segurança e sempre preservar a vida da população civil", disse.
Mais de 1,3 mil homens do agrupamento Centro de Operações Especiais (COE) - que engloba, dentro da PM, o Batalhão de Operações Policiais Especiais, o Batalhão de Choque, o Batalhão de Ações com Cães e o Grupamento Aeromarítimo -, participaram da ocupação do Complexo do Caju. Blindados da Marinha - 17 unidades no total -, juntamente com 200 militares, deram apoio tático durante a ação.
A polícia ainda está vasculhando a mata, além de casas e carros, atrás de armas, drogas e traficantes. Pelo menos quatro pessoas foram presas. Um deles tinha mandado de prisão temporária decretado pela Justiça. A reportagem do Terra acompanhou uma guarnição do Bope na busca por criminosos. As forças policiais apreenderam muita munição calibre .45, uma submetralhadora, 120 frascos de lança-perfume, 2 cartuchos com munição de fuzil 762, uma espada e dois simulacros de arma, além de vários rádios transmissores.
O Batalhão de Choque apreendeu também 200g de maconha, 2 munições .50, capazes de derrubar um helicóptero, e cerca de 30 pedras de crack. O Bope também encontrou na mata e em becos coletes a prova de bala, capas de colete e 160 trouxinhas de maconha. "O saldo operacional vai crescer à medida que as pessoas forem denunciando, é um processo natural", disse.
Nos locais a serem ocupados, está prevista a instalação de três UPPs: Parque Alegria, Parque Boa Esperança e Barreira do Vasco
Foto: Daniel Ramalho / Terra
A revista da garagem de uma casa pelo patrulhamento do Choque revoltou um morador do Complexo do Caju. "Esse carro não é roubado, não. Pode abrir e ver que está tudo direitinho. É um absurdo ter que passar por isso", disse o homem aos policiais.
O operação na comunidade começou cedo, e tornou impossível para os moradores dormirem com o barulhos de blindados e helicópteros. "Não deu pra dormir direito, não. Só um pouquinho, porque é muito barulho. Mas se eles estão aqui pelo bem, então eu digo graças a Deus", disse ao Terra um idoso que acompanhava a movimentação da polícia de dentro de casa e não quis se identificar.
No total, cerca de 20 mil moradores vivem no Caju, e outros sete mil na Barreira do Vasco. Nesse sábado, policiais militares realizam blitzes no entorno do complexo na etapa preliminar da operação, revistando carros, motoqueiros e averiguando documentação.
Recuperação territorial
Nos locais a serem ocupados, está prevista a instalação de três UPPs: Parque Alegria, Parque Boa Esperança e Barreira do Vasco. Na primeira etapa das operações, o Bope, junto dos fuzileiros navais, permanecem nas comunidades fazendo o cerco por armas, drogas escondidas e membros da facção criminosa local, até a chegada do efetivo da PM (cerca de 500 homens, estima-se) que trabalhará permanentemente nas favelas.
O secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, já disse em entrevistas que, pelo plano de ocupação traçado, o objetivo final de recuperação territorial é o conjunto de favelas da Maré, outro reduto próximo e perigoso do tráfico, fechando o "cinturão" de pacificação da região, o que só deve ocorrer depois da Jornada Mundial da Juventude e a Copa das Confederações, em julho.
Às 10h, será realizada a cerimônia de hasteamento da bandeira do Estado do Rio de Janeiro na comunidade.
Linha Vermelha
A Linha Vermelha chegou a ser interditada às 4h para a preparação e início da ocupação no Complexo do Caju e Barreira do Vasco. Por volta de 6h20, o Centro de Operações da prefeitura do Rio de Janeiro informou que a via começou a ser liberada ao tráfego. Por ser domingo, o trânsito não ficou complicado no local.
Policiais hasteiam bandeira no Complexo do Caju, no Rio de Janeiro. O hasteamento é o ato que simboliza a ocupação
Foto: Daniel Ramalho / Terra
Policiais hasteiam bandeira no Complexo do Caju, no Rio de Janeiro. O hasteamento é o ato que simboliza a ocupação
Foto: Daniel Ramalho / Terra
Policiais caminham com menino em cavalo no Complexo do Caju, no Rio de Janeiro
Foto: Daniel Ramalho / Terra
Polícia mostra foto de suspeitos do Complexo do Caju
Foto: Daniel Ramalho / Terra
No total, cerca de 20 mil moradores vivem no Caju. Além desse complexo, também a Barreira do Vasco, na zona norte da capital fluminense, foi ocupada
Foto: Daniel Ramalho / Terra
As forças de segurança ocuparam na madrugada deste domingo o Complexo do Caju, conjunto de favelas que, no total, abrange 13 comunidades no Rio de Janeiro
Foto: Daniel Ramalho / Terra
A ação teve início às 5h e durou cerca de 25 minutos, sem encontrar resistência
Foto: Daniel Ramalho / Terra
Com as comunidades ocupadas, a Secretaria de Segurança Pública do Estado deve instalar novas Unidades de Polícia Pacificadora, as UPPs, no local
Foto: Daniel Ramalho / Terra
As forças das Polícias Militar, Civil e Rodoviária Federal procuram por criminosos, armas, drogas, objetos roubados
Foto: Daniel Ramalho / Terra
Mais de 1,3 mil homens do agrupamento Centro de Operações Especiais (COE) participaram da ocupação do Complexo do Caju
Foto: Daniel Ramalho / Terra
Blindados da Marinha - 17 unidades no total -, juntamente com 200 militares, deram apoio tático durante a ação
Foto: Daniel Ramalho / Terra
O COE, grupo responsável pela ocupação, engloba, dentro da PM, o Batalhão de Operações Policiais Especiais, o Batalhão de Choque, o Batalhão de Ações com Cães e o Grupamento Aeromarítimo
Foto: Daniel Ramalho / Terra
No sábado, policiais militares realizam blitzes no entorno do complexo na etapa preliminar da operação
Foto: Daniel Ramalho / Terra
Os policiais revistaram carros, motoqueiros e averiguaram documentação
Foto: Daniel Ramalho / Terra
Nos locais a serem ocupados, está prevista a instalação de três UPPs: Parque Alegria, Parque Boa Esperança e Barreira do Vasco
Foto: Daniel Ramalho / Terra
Na primeira etapa das operações, Bope e fuzileiros navais permanecem nas comunidades
Foto: Daniel Ramalho / Terra
As forças de segurança fazem o cerco por armas, drogas escondidas e membros da facção criminosa local
Foto: Daniel Ramalho / Terra
Bope e fuzileiros navais permanecem nas comunidades até a chegada do efetivo da PM, estimado em 500 homens, que trabalhará permanentemente nas favelas
Foto: Daniel Ramalho / Terra
O objetivo final de recuperação territorial é o conjunto de favelas da Maré, de acordo com o secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame
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A ocupação da Maré, outro reduto próximo e perigoso do tráfico, deve fechar o "cinturão" de pacificação da região
Foto: Daniel Ramalho / Terra
Forças das Polícias Militar, Civil e Rodoviária Federal estão em busca de criminosos, armas, drogas, objetos roubados
Foto: Daniel Ramalho / Terra
No total, cerca de 20 mil moradores vivem no Caju, e outros sete mil na Barreira do Vasco, também ocupada neste domingo
Foto: Daniel Ramalho / Terra
Policiais revistaram carros, motoqueiros e averiguaram documentação
Foto: Daniel Ramalho / Terra
O ônibus do Instituto de Identificação Félix Pacheco (IIFP) ficará baseado próximo ao local para facilitar a identificação de possíveis criminosos
Foto: Daniel Ramalho / Terra
A Linha Vermelha chegou a ser interditada às 4h para a preparação e início da ocupação no Complexo do Caju e Barreira do Vasco
Foto: Daniel Ramalho / Terra
Por volta de 6h20, o Centro de Operações da prefeitura do Rio de Janeiro informou que a via começou a ser liberada ao tráfego
Foto: Daniel Ramalho / Terra
Por ser domingo, o trânsito não ficou complicado no local
Foto: Daniel Ramalho / Terra
Está prevista a instalação de três UPPs nos locais a serem ocupados: Parque Alegria, Parque Boa Esperança e Barreira do Vasco
Foto: Daniel Ramalho / Terra
Moradores do Complexo do Caju observam a ação da polícia na comunidade
Foto: Daniel Ramalho / Terra
Homens do Bope vasculham as casas, carros e matas atrás de traficantes, drogas e armas
Foto: Daniel Ramalho / Terra
Moradora lava a roupa enquanto policiais vasculham a área
Foto: Daniel Ramalho / Terra
Moradora lava a roupa enquanto policiais vasculham a área
Foto: Daniel Ramalho / Terra
Ocupação do Complexo do caju levou 25 minutos e sem disparar nenhum tiro, segundo a polícia
Foto: Daniel Ramalho / Terra
O secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, e o governador Sérgio Cabral, discutem o saldo da operação
Foto: André Naddeo / Terra
Muros estavam com vários escritos de protestos, entre eles "vai morrer polícia"
Foto: Nucom RJ / Divulgação
Polícia do Rio de Janeiro utilizou os cães para auxiliar na procura de drogas
Foto: Nucom RJ / Divulgação
Policial observa enquanto operação de ocupação é realizada