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Polícia

RJ: forças de segurança ocupam Complexo do Caju e Barreira do Vasco

Ocupação ocorreu sem confronto. No local, está prevista a instalação de três UPPs: Parque Alegria, Parque Boa Esperança e Barreira do Vasco

3 mar 2013 - 04h38
(atualizado às 13h58)
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Mais de 1,3 mil homens do agrupamento Centro de Operações Especiais (COE) participaram da ocupação do Complexo do Caju
Mais de 1,3 mil homens do agrupamento Centro de Operações Especiais (COE) participaram da ocupação do Complexo do Caju
Foto: Daniel Ramalho / Terra

Em operação que durou cerca de 25 minutos e sem encontrar resistência, as forças de segurança ocuparam na madrugada deste domingo o Complexo do Caju, conjunto de favelas que, no total, abrange 13 comunidades, e a Barreira do Vasco, na zona norte da capital fluminense. A ação teve início às 5h. Com as comunidades ocupadas, a Secretaria de Segurança Pública do Estado deve instalar novas Unidades de Polícia Pacificadora, as UPPs, no local.

As forças das Polícias Militar, Civil e Rodoviária Federal continuam nas comunidades em operações de buscas de criminosos e apreensões de armas, drogas, objetos roubados. O ônibus do Instituto de Identificação Félix Pacheco (IIFP) ficará baseado próximo ao local para facilitar a identificação de possíveis criminosos.

Na entrada do Complexo do Caju, o Bope encontrou muitas barricadas e blocos de concreto deixados pelos criminosos para tentar impedir o avanço da força da polícia. "Foi tudo muito tranquilo, já estávamos com uma estrutura preparada, prevendo esse tipo de situação", afirmou o capitão Alexandre Lima Ramos, relações públicas do Batalhão de Choque. Carros do Bope e blindados da Marinha foram usados para superar os obstáculos.

O capitão comemora que a ocupação do Complexo foi feita sem o disparo de nenhum tiro e sem confronto. "Nosso objetivo é entrar com segurança e sempre preservar a vida da população civil", disse.

Mais de 1,3 mil homens do agrupamento Centro de Operações Especiais (COE) - que engloba, dentro da PM, o Batalhão de Operações Policiais Especiais, o Batalhão de Choque, o Batalhão de Ações com Cães e o Grupamento Aeromarítimo -, participaram da ocupação do Complexo do Caju. Blindados da Marinha - 17 unidades no total -, juntamente com 200 militares, deram apoio tático durante a ação. 

A polícia ainda está vasculhando a mata, além de casas e carros, atrás de armas, drogas e traficantes. Pelo menos quatro pessoas foram presas. Um deles tinha mandado de prisão temporária decretado pela Justiça. A reportagem do Terra acompanhou uma guarnição do Bope na busca por criminosos. As forças policiais apreenderam muita munição calibre .45, uma submetralhadora, 120 frascos de lança-perfume, 2 cartuchos com munição de fuzil 762, uma espada e dois simulacros de arma, além de vários rádios transmissores.

O Batalhão de Choque apreendeu também 200g de maconha, 2 munições .50, capazes de derrubar um helicóptero, e cerca de 30 pedras de crack. O Bope também encontrou na mata e em becos coletes a prova de bala, capas de colete e 160 trouxinhas de maconha. "O saldo operacional vai crescer à medida que as pessoas forem denunciando, é um processo natural", disse.

Nos locais a serem ocupados, está prevista a instalação de três UPPs: Parque Alegria, Parque Boa Esperança e Barreira do Vasco
Nos locais a serem ocupados, está prevista a instalação de três UPPs: Parque Alegria, Parque Boa Esperança e Barreira do Vasco
Foto: Daniel Ramalho / Terra

A revista da garagem de uma casa pelo patrulhamento do Choque revoltou um morador do Complexo do Caju. "Esse carro não é roubado, não. Pode abrir e ver que está tudo direitinho. É um absurdo ter que passar por isso", disse o homem aos policiais.

O operação na comunidade começou cedo, e tornou impossível para os moradores dormirem com o barulhos de blindados e helicópteros. "Não deu pra dormir direito, não. Só um pouquinho, porque é muito barulho. Mas se eles estão aqui pelo bem, então eu digo graças a Deus", disse ao Terra um idoso que acompanhava a movimentação da polícia de dentro de casa e não quis se identificar.

No total, cerca de 20 mil moradores vivem no Caju, e outros sete mil na Barreira do Vasco. Nesse sábado, policiais militares realizam blitzes no entorno do complexo na etapa preliminar da operação, revistando carros, motoqueiros e averiguando documentação.

Recuperação territorial

Nos locais a serem ocupados, está prevista a instalação de três UPPs: Parque Alegria, Parque Boa Esperança e Barreira do Vasco. Na primeira etapa das operações, o Bope, junto dos fuzileiros navais, permanecem nas comunidades fazendo o cerco por armas, drogas escondidas e membros da facção criminosa local, até a chegada do efetivo da PM (cerca de 500 homens, estima-se) que trabalhará permanentemente nas favelas.

O secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, já disse em entrevistas que, pelo plano de ocupação traçado, o objetivo final de recuperação territorial é o conjunto de favelas da Maré, outro reduto próximo e perigoso do tráfico, fechando o "cinturão" de pacificação da região, o que só deve ocorrer depois da Jornada Mundial da Juventude e a Copa das Confederações, em julho.

Às 10h, será realizada a cerimônia de hasteamento da bandeira do Estado do Rio de Janeiro na comunidade.

Linha Vermelha

A Linha Vermelha chegou a ser interditada às 4h para a preparação e início da ocupação no Complexo do Caju e Barreira do Vasco. Por volta de 6h20, o Centro de Operações da prefeitura do Rio de Janeiro informou que a via começou a ser liberada ao tráfego. Por ser domingo, o trânsito não ficou complicado no local.

Fonte: Terra
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