Script = https://s1.trrsf.com/update-1768488324/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Polícia

RJ: falso tenente foi a resgate em hotel de São Conrado

21 out 2010 - 05h10
Compartilhar

Enquanto dezenas de policiais e boa parte das autoridades da segurança do Rio de Janeiro se mobilizavam para libertar 35 pessoas mantidas reféns por 10 criminosos no Hotel Intercontinental, em São Conrado, em agosto, o falso tenente-coronel Carlos da Cruz Sampaio Júnior apareceu no local para "dar sua contribuição". Na ocasião, mais uma vez, ele se apresentou como militar e, usando o nome do secretário José Mariano Beltrame, coletou informações sobre a ação.

Sampaio chegou ao local usando colete à prova de balas e se declarou coordenador de Análise e Integração da Secretaria de Segurança Pública, cargo para o qual havia sido nomeado 37 dias antes. "Ele ficou na porta, perto dos policiais. Perguntou tudo sobre a ocorrência, queria saber o que estava acontecendo e o que a polícia estava fazendo. Disse que iria levar as informações para o secretário. Ninguém desconfiou", contou um PM.

Os comandantes dos batalhões de Choque e de Operações Especiais negaram a participação de Sampaio nas negociações. "As áreas onde atuamos na negociação e onde estavam os reféns estavam isolada. Ninguém, a não ser os policiais que trabalharam na libertação, entrou. Na minha área ninguém de fora dá palpite", afirmou o comandante do Bope, tenente-coronel Paulo Henrique Azevedo de Moraes.

A relação de Sampaio com a PM pode ser ainda mais estreita. Além de ter sido filmado durante treinamentos de tiros e de ter registrado em delegacia sua participação em ação do 17º BPM (Ilha), o falso militar esteve, sete dias antes de ser preso, na troca de comando de um batalhão da Zona Sul.

Beltrame atribuiu a contratação do falso oficial a uma falha no sistema de admissão da secretaria. Nessa quarta-feira, o advogado Rodrigo Roca entrou com pedido de liberdade para Sampaio. "Se houve falsificação, que é crime, ele vai pagar por isso. Mas não queremos que esse episódio se transforme em um circo. Ele está muito abalado", disse.

Três armas, mesmo sem direito a porte

O cadastro de armamento da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) revela que Sampaio possui três pistolas - duas calibre 380 e outra calibre 6.35 - registradas em seu nome, apesar de ter sido preso por porte ilegal. Só nessa quarta-feira, uma semana após da prisão, foi publicada em Diário Oficial a exoneração dele do cargo na secretaria.

Pai depõe

O pai do falso militar, Carlos da Cruz Sampaio, de 72 anos, admitiu nessa quarta-feira em depoimento à 4ª DP (Central) que é seu o revólver 38 apreendido com o filho. Segundo o delegado Ricardo Dominguez, Carlos poderá ser indiciado por porte ilegal, caso seja provado que ele entregou a arma ao filho.

"Nunca esperava que acontecesse uma coisa dessas. A gente leva a vida toda e não conhece as pessoas. Fica sem saber o que fazer, sem chão com um acontecimento desses", lamentou o pai do "oficial".

Fonte: O Dia
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra