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Polícia

Promotor: coronel Ubiratan foi morto pela namorada por ciúme

1 nov 2012 - 13h05
(atualizado às 13h22)
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Vagner Magalhães
Direto de São Paulo

Seis anos após a morte do coronel Ubiratan Guimarães, Carla Cepollina, namorada dele na época do crime, vai a júri popular na próxima segunda-feira. Única acusada, ela responderá por homicídio qualificado por motivo torpe, fútil e por ter cometido o crime com a impossibilidade de defesa da vítima. De acordo com o promotor do caso, João Carlos Calsavara, responsável pela acusação, o crime foi cometido por ciúme. Defesa e acusação ainda buscarem um acordo para que o júri seja adiado para fevereiro, por questões técnicas.

De acordo com o promotor do caso, João Carlos Calsavara, responsável pela acusação, o crime foi cometido porque Carla Cepollina se sentia traída
De acordo com o promotor do caso, João Carlos Calsavara, responsável pela acusação, o crime foi cometido porque Carla Cepollina se sentia traída
Foto: Vagner Magalhães / Terra

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Ubiratan Guimarães foi o coronel responsável pela operação da Polícia Militar que resultou na morte de 111 presos no que se convencionou chamar de "Massacre do Carandiru", em 1992. Ele foi julgado pelos crimes e recebeu uma pena de 632 anos pelas mortes. Porém, em um segundo julgamento, foi absolvido, já que foi caracterizado que ele atuou no "estrito cumprimento do dever legal" naquela ocasião.

De acordo com Calsavara, apesar de Carla ser sua namorada oficial, Ubiratan teria envolvimento com a delegada federal Renata Madi, que à época do crime morava no Pará, mas ia constantemente a São Paulo. "Renata é o pivô do crime. Se não houvesse Renata, não teria coronel morto", disse o promotor.

Ele afirma ter convicção de que foi Carla quem matou o coronel. "Tenho 22 anos como promotor e a plena certeza de que a acusada é a responsável pelo crime. Pensar que a facção criminosa PCC tenha entrado para matar o coronel enrolado em uma toalha, com a arma dele, é desmerecer o crime organizado", disse.

Segundo Calsavara, nesse período, a Promotoria nunca achou necessário que Carla precisasse permanecer presa enquanto aguardava o julgamento. "Ela nunca teve a conduta de ameaçar testemunhas ou algum temor que demandasse o perigo de ela sumir", ressaltou. De acordo com o promotor, a convicção é de que ela não premeditou o crime e que a morte se deu por uma crise de ciúme. "Enquanto o coronel dormia, ele recebeu um torpedo da Renata. A Carla se passou por ele e respondeu. Ao acordar, eles discutiram e aconteceu o crime", disse.

Fonte: Terra
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