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Política

Lula veta integralmente redução de pena para Bolsonaro e condenados em ato sobre 8/1

Presidente vetou PL da Dosimetria durante cerimônia em alusão aos atos antidemocráticos ocorridos em 8 de janeiro de 2023

8 jan 2026 - 11h06
(atualizado às 12h53)
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Lula veta projeto que reduz penas para Bolsonaro e condenados por atos golpistas; veja discurso:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou integralmente nesta quinta-feira, 8, o Projeto de Lei da Dosimetria, aprovado pela Câmara e pelo Senado em dezembro. A proposta reduz penas de condenados pelos atos golpistas e por crimes contra a democracia, o que beneficiaria inclusive o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso por tentativa de golpe de Estado

O veto ocorreu logo após seu discurso durante a cerimônia em alusão aos atos antidemocráticos ocorridos em 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e vandalizadas. O início do evento contou com a exibição de um vídeo que relembrou os ataques golpistas e foi marcado, em mais de um momento, por gritos de “sem anistia” entre os participantes, que vibraram quando o locutor anunciou o veto integral.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante a Cerimônia em Defesa da Democracia, no Palácio do Planalto. Brasília
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante a Cerimônia em Defesa da Democracia, no Palácio do Planalto. Brasília
Foto: Ricardo Stuckert/PR

A solenidade aconteceu no Salão Nobre do Palácio do Planalto e incluiu também atividades na área externa do edifício, com a participação de parlamentares do Congresso Nacional e representantes da sociedade civil. Diante da ausência dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), Lula fez questão de ler a nominata dos presentes, que incluía desde ministros do governo até lideranças das Forças Armadas.

Lula assina veto integral ao PL da Dosimetria
Lula assina veto integral ao PL da Dosimetria
Foto: Reprodução/CanalGov

Em seu discurso, o petista ressaltou a importância da democracia e da escuta no exercício do poder. Em seguida, destacou a participação de diferentes poderes e instituições na consolidação de suas políticas e fez uma crítica à imprensa. “Muitas vezes, as pessoas enxergam apenas uma disputa de ideias entre o Poder Executivo e o Poder Legislativo, e a imprensa já pinta isso como uma guerra entre o Senado, a Câmara e o Executivo. Mas o que provamos nesses três anos de mandato é que a democracia é a arte do impossível, da competência e da convivência democrática na adversidade.”

O presidente também elogiou o Supremo Tribunal Federal (STF) mais de uma vez, destacando a atuação da Corte diante dos ataques antidemocráticos e do julgamento de Bolsonaro e seus aliados. Ele afirmou que o STF "não se rendeu às pressões", não se deixou "levar por ameaças", e sua conduta "será lembrada pela história”. Lula também citou que todos os envolvidos nos julgamentos da tentativa de golpe de Estado tiveram seus direitos garantidos, reforçando o compromisso com o Estado de Direito.

O petista ainda reafirmou a importância de manter a democracia viva diante de ameaças passadas e futuras. “O dia 8 de janeiro está marcado na história como o dia da vitória da nossa democracia. A tentativa do golpe de 8 de janeiro veio nos lembrar que a democracia não é uma conquista inabalável. Ela será sempre uma obra em construção, sujeita ao permanente assédio de velhos e novos candidatos a ditadores", destacou. 

Cerimônia em Defesa da Democracia no Palácio do Planalto em Brasília.
Cerimônia em Defesa da Democracia no Palácio do Planalto em Brasília.
Foto: Cadu Gomes/VPR

O que acontece após o veto de Lula?

Agora, o PL da Dosimetria retorna ao Congresso para análise em sessão conjunta do Legislativo. Durante a sessão, deputados e senadores decidem se mantêm ou rejeitam o veto. Para que ele seja derrubado, é necessário o apoio de pelo menos 257 deputados e 41 senadores.

Caso o veto seja derrubado, a proposta passa a ser lei após a promulgação, que pode ser feita pelo presidente da República ou, na ausência deste, pelo presidente do Senado.

A cerimônia

Durante a cerimônia, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, afirmou que crimes como os cometidos em 8 de janeiro são "impassíveis de indulto ou anistia". O vice-presidente Geraldo Alckmin destacou que a liderança de Lula "salvou a democracia no Brasil" e comentou: "Imagine o que teriam feito se tivessem vencido a eleição"

Após o evento e a assinatura do veto, o presidente Lula e outros políticos desceram a rampa do Planalto em ato simbólico em defesa da democracia.

O episódio de 8 de janeiro de 2023 marcou o início do governo Lula. Na ocasião, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não reconheceram o resultado da eleição presidencial e passaram a defender a derrubada do governo por meio de intervenção militar. No momento das invasões, Lula estava em Araraquara, a cerca de 270 quilômetros de Brasília, e decretou intervenção federal na segurança pública do Distrito Federal.

Promovida anualmente pelo governo Lula, a cerimônia desta quinta-feira busca reafirmar os princípios democráticos após o episódio que entrou para a história do Brasil e resultou na prisão de cerca de 1,4 mil pessoas.

Atos no STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) também realizará uma programação aberta ao público. As atividades têm início às 14h30, com a abertura da exposição “8 de janeiro: mãos da reconstrução”, no átrio do Espaço do Servidor. Em seguida, às 15h, será exibido o documentário “Democracia Inabalada: mãos da reconstrução”.

A Corte também promoverá uma roda de conversa com jornalistas que acompanharam a cobertura dos ataques.

Movimentos sociais e partidos de esquerda igualmente convocaram atos em defesa da democracia. Em Brasília, a concentração estava prevista para as 8h, em frente ao Palácio do Planalto.

Fonte: Portal Terra
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