Médica chefe da UTI do hospital Evangélico, Virgínia Helena Soares de Souza, sendo conduzida por policiais
Foto: Henry Milléo/Gazeta do Povo / Futura Press
A Vara de Inquéritos Policiais de Curitiba determinou, na noite desta segunda-feira, a quebra do segredo de Justiça do inquérito que investiga a antecipação de óbitos na UTI geral do Hospital Evangélico de Curitiba.
Defendida por Elias Mattar Assad, advogado de Virgínia Soares de Souza, chefe da UTI, a quebra do sigilo foi pedida pela delegada que comanda a investigação, Patricia Brisola, por conta da repercussão que o caso atingiu, com a prisão de mais três médicos e uma enfermeira.
Com a quebra do sigilo, poderão ser informados quais os crimes cuja suspeita recai sobre a chefe da UTI, Virgínia Soares de Souza, bem como, quem são os seis pacientes cujos prontuários são investigados pela Polícia Civil.
A assessoria de imprensa da polícia Civil informou que, nesta terca-feira, após comunicar as famílias das possíveis vítimas cujas mortes estão sendo investigadas, concederá entrevista coletiva para esclarecer o caso.
Virgínia Soares de Souza, suspeita de provocar a morte de pacientes da UTI Geral, foi presa na última terça-feira. Outros três médicos foram presos no sábado pelo Núcleo de Repressão aos Crimes contra a Saúde (Nucrisa), da Polícia Civil. Além deles, uma enfermeira, que era procurada para o cumprimento de mandado de prisão, se apresentou nesta segunda-feira à polícia.
21 de fevereiro - Médica chefe da UTI do hospital Evangélico, Virgínia Helena Soares de Souza, sendo conduzida por policiais
Foto: Henry Milléo/Gazeta do Povo / Futura Press
22 de fevereiro - O advogado Elias Mattar Assad e o filho da médica, Leonardo Prisco de Souza Marcelino
Foto: Roger Pereira / Especial para Terra
25 de fevereiro - O advogado da Sociedade Evangélica Beneficente de Curitiba, Gláucio Antônio Pereira (em pé), o diretor técnico do Hospital Evangélico, Luiz Felipe Mendes, e o advogado da instituição, Helio Gomes Coelho Júnior. Eles informaram que pediram o afastamento da delegada titular do Núcleo de Repressão a Crimes contra a Saúde (Nucrisa), Patrícia Brisola, por violação do segredo de Justiça do Inquérito Policial
Foto: Roger Pereira / Especial para Terra
26 de fevereiro - Enfermeira que tinha prisão preventiva decretada deixa o Núcleo de Repressão de Crimes Contra a Saúde após prestar depoimento no dia 25 de fevereiro
Foto: Henry Milléo / Gazeta do Povo / Futura Press
11 de março - A Promotoria de Justiça de Proteção à Saúde Pública de Curitiba denunciou, nesta segunda-feira, oito profissionais de saúde pelo envolvimento na morte de sete pacientes em estado grave da UTI do Hospital Evangélico de Curitiba
Foto: Roger Pereira / Especial para Terra
26 de setembro - A médica Virginia Helena Soares de Souza chega acompanhada por seu advogado Elias Mattar Assad, ao Tribunal do Júri em Curitiba