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Polícia

PMs que executaram jovem em Paraisópolis não sabiam que câmeras corporais gravaram ação

Morte de Igor Santos, de 24 anos, gerou onda de protestos na comunidade

16 jul 2025 - 16h29
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Resumo
Os policiais que mataram Igor Santos, de 24 anos, em Paraisópolis, não sabiam que eram gravados por câmeras corporais; a ação gerou protestos na comunidade e reforço do policiamento.
Jovem rendido foi alvejado por PMs
Jovem rendido foi alvejado por PMs
Foto: Reprodução/TV Globo

Imagens das câmeras corporais dos dois policiais militares que mataram um jovem em Paraisópolis mostram que os agentes não sabiam que estavam sendo gravados no momento da ação. Eles foram presos em flagrante pela morte de Igor Oliveira de Moraes Santos, de 24 anos, alvejado dentro de sua própria casa. 

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo, os conflitos na comunidade tiveram início na tarde de quinta-feira, 10, após uma denúncia envolvendo homens armados em um ponto de venda de drogas. 

Quando os PMs chegaram ao local, três suspeitos fugiram em direção a uma casa, onde estavam o rapaz de 24 anos e sua família. Em imagens que circulam nas redes sociais, é possível ver que os agentes entram em uma casa e sobem uma escada.

Ao chegarem em um quarto onde há pelo menos três pessoas, um dos PMs dispara contra a parede. Igor está sentado e levanta as mãos para mostrar que está desarmado. Em seguida, quando o jovem tenta se levantar, é alvejado mais de uma vez por um dos PMs. 

Caos em Paraisópolis: vídeos mostram noite de violência no bairro de São Paulo:

O coronel Emerson Massera, chefe de comunicação da PM, afirmou em coletiva de imprensa realizada na última sexta-feira, 11, que as imagens analisadas pela polícia apontam que a morte de Igor "não foi dentro dos padrões".

O jovem não tinha passagem criminal como adulto, mas possuía registro de ato infracional por roubo e tráfico quando era adolescente.

Protestos surgiram na região após a morte. Houve barricadas com objetos queimados, carros tombados, trânsito interrompido e tiros na região. Um suspeito foi morto e um policial da Rota acabou sendo ferido.

Cerca de 300 policiais estiveram envolvidos na operação, e a região da favela contou com policiamento reforçado também nos dias seguintes.

*Com informações do Estadão Conteúdo

Fonte: Redação Terra
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