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Polícia

Moradores de rua são mortos em praça onde índio foi queimado

19 jan 2009 - 20h54
(atualizado às 22h48)
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Dois moradores de rua foram assassinados nesta manhã na praça do Índio, na região central da cidade, no mesmo local onde o índio pataxó Galdino Jesus dos Santos, então com 44 anos, morreu após ter 95% do corpo queimado enquanto dormia em um banco em 1997.

De acordo com o coronel da Polícia Militar Silva Filho, os dois homens foram baleados na cabeça por um motoqueiro. Segundo testemunhas que esperavam ônibus em frente à praça, o motoqueiro usava capacete, era branco e tinha entre 25 e 30 anos.

O caso é investigado pela 1ª Delegacia de Polícia de Brasília. O delegado responsável, Rodrigo Telho Corrêa, disse que um dos moradores de rua mortos é Paulo Francisco de Oliveira, 35 anos. O outro ainda não foi identificado, pois estava sem documentação.

Corrêa ressaltou que ainda não foi possível apurar a causa do crime. "Trabalhamos com duas hipóteses: acerto de contas ou dívida de drogas."

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional do Distrito Federal (OAB-DF), Jomar Alves Moreno, informou que o órgão acompanhará a investigação do assassinato. "A OAB sempre acompanha as investigações desse tipo de crime, quando as vítimas são pobres, pois normalmente o caso fica sem solução", afirmou Moreno.

Índio Pataxó

O índio Galdino estava em Brasília para a comemoração do Dia do Índio, mas naquela noite perdeu-se e acabou dormindo na rua. Em 2001, quatro dos cinco jovens acusado pelo crime foram condenados a 14 anos de prisão por homicídio qualificado.

O outro, menor de idade, sofreu as sanções previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente: reclusão máxima de três anos ou transformação da pena em prestação de serviços à comunidade, de acordo com a interpretação do juiz.

A praça do Compromisso, conhecida como praça do Índio, recebeu esse nome em homenagem a Galdino. No local, foi colocada uma escultura em sua homenagem. A Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania do Governo do Distrito Federal não quis se pronunciar sobre a morte dos moradores de rua.

Agência Brasil Agência Brasil
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