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Polícia

MG: homem diz que matou ex de 14 anos por ter "cabeça fraca"

12 mai 2011 - 18h11
(atualizado em 12/5/2011 às 01h10)
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José Guilherme
Direto de Belo Horizonte

A Polícia Civil de Minas Gerais apresentou na tarde desta quarta-feira um homem suspeito de matar a ex-namorada a facadas no bairro Tropical, em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte. O crime aconteceu no último dia 4 de maio, quando o ex-caminhoneiro, Leonardo Gomez Amorim, 24 anos, teria estrangulado e dado quatro facadas na estudante Samiria Alexandre Pereira, 14 anos. Ele confessou o assassinato.

Samiria Alexandre Pereira, 14 anos, foi morta após ser atingida por quatro facadas e ser estrangulada
Samiria Alexandre Pereira, 14 anos, foi morta após ser atingida por quatro facadas e ser estrangulada
Foto: Reprodução

Segundo o delegado Luciano Vidal Ribeiro de Oliveira, o rapaz, que era vizinho da vítima, cometeu o crime por estar inconformado com o fim do relacionamento. "Ele pulou o muro da casa da vítima com o intuito de reatar o namoro. Vendo que não teria volta, ele a estrangulou e em seguida, aproveitando que ela estava desacordada, aplicou quatro facadas", afirmou o delegado.

De acordo com Luciano de Oliveira, a família da vítima demorou para aceitar o relacionamento do casal, mas, com o passar do tempo, o rapaz começou a ter liberdade. "Ele possuía até mesmo o numero do cartão de crédito da irmã da Samiria", disse. Inconformados, os familiares esperavam o suspeito na porta da delegacia, localizada no bairro Eldorado.

Suspeito confessou o crime

A mãe da vítima, Maria Gorett Alexandre Pereira, 51 anos, estava revoltada com a morte da filha caçula. "Ninguém poderia falar que ele era ruim. Ele demonstrou toda bondade, eu cuidei dele dentro da minha casa", disse a cabeleireira. O suspeito confessou o crime e vai ser autuado por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e sem chance de defesa para a vitima.

"Cabeça vazia, cabeça fraca. A gente acaba cometendo esse tipo de coisa", afirmou ele. Conforme o delegado, o fato de o suspeito ter vivido a maior parte de sua infância sem os pais pode ter prejudicado na formação e na condição psicológica dele. "Temos que analisar o fator social nesse tipo de caso. Acho que a falta de estrutura familiar refletiu até na condição psicológica, fato que fez com que um simples término de relacionamento causasse um ato tão cruel como este", disse Luciano de Oliveira.

Fonte: Especial para Terra
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