MG: homem diz que matou ex de 14 anos por ter "cabeça fraca"
- José Guilherme
- Direto de Belo Horizonte
A Polícia Civil de Minas Gerais apresentou na tarde desta quarta-feira um homem suspeito de matar a ex-namorada a facadas no bairro Tropical, em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte. O crime aconteceu no último dia 4 de maio, quando o ex-caminhoneiro, Leonardo Gomez Amorim, 24 anos, teria estrangulado e dado quatro facadas na estudante Samiria Alexandre Pereira, 14 anos. Ele confessou o assassinato.
Segundo o delegado Luciano Vidal Ribeiro de Oliveira, o rapaz, que era vizinho da vítima, cometeu o crime por estar inconformado com o fim do relacionamento. "Ele pulou o muro da casa da vítima com o intuito de reatar o namoro. Vendo que não teria volta, ele a estrangulou e em seguida, aproveitando que ela estava desacordada, aplicou quatro facadas", afirmou o delegado.
De acordo com Luciano de Oliveira, a família da vítima demorou para aceitar o relacionamento do casal, mas, com o passar do tempo, o rapaz começou a ter liberdade. "Ele possuía até mesmo o numero do cartão de crédito da irmã da Samiria", disse. Inconformados, os familiares esperavam o suspeito na porta da delegacia, localizada no bairro Eldorado.
Suspeito confessou o crime
A mãe da vítima, Maria Gorett Alexandre Pereira, 51 anos, estava revoltada com a morte da filha caçula. "Ninguém poderia falar que ele era ruim. Ele demonstrou toda bondade, eu cuidei dele dentro da minha casa", disse a cabeleireira. O suspeito confessou o crime e vai ser autuado por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e sem chance de defesa para a vitima.
"Cabeça vazia, cabeça fraca. A gente acaba cometendo esse tipo de coisa", afirmou ele. Conforme o delegado, o fato de o suspeito ter vivido a maior parte de sua infância sem os pais pode ter prejudicado na formação e na condição psicológica dele. "Temos que analisar o fator social nesse tipo de caso. Acho que a falta de estrutura familiar refletiu até na condição psicológica, fato que fez com que um simples término de relacionamento causasse um ato tão cruel como este", disse Luciano de Oliveira.