Amanda Linhares dos Santos, suspeita de ter sido baleada na cabeça por delegado, morreu na segunda-feira, após mais de 50 dias internada em Belo Horizonte (MG)
Foto: Facebook / Reprodução
Familiares e amigos se despediram nesta quarta-feira de Amanda Linhares dos Santos, 17 anos, suspeita de ter sido baleada na cabeça por um delegado em Ouro Preto (MG) no dia 14 de abril na cidade mineira de Conselheiro Lafaiete. O corpo foi levado do Velório São Jorge e enterrado às 9h no cemitério Nossa Senhora da Conceição em cerimônia que durou cerca de meia hora.
A adolescente morreu na segunda-feira depois de ter ficado internada no Hospital João XXIII, na capital mineira, por mais de 50 dias. O delegado Geraldo Toledo, 40 anos, suspeito da morte, continua preso. No dia 13 de maio, a Justiça de Minas Gerais prorrogou por mais 30 dias a prisão temporária do delegado, com quem a jovem mantinha um relacionamento.
Amanda Linhares dos Santos, 17 anos, suspeita de ter sido baleada na cabeça por um delegado, morreu na segunda-feira, após mais de 50 dias internada em Belo Horizonte (MG)
Foto: Facebook / Reprodução
Amanda mantinha um relacionamento com o delegado Geraldo Toledo, 40 anos
Foto: Facebook / Reprodução
O delegado já havia sido preso por suspeita de fazer parte de uma quadrilha que roubava caminhões e falsificava documentos. Ele também havia sido denunciado por prevaricação
Foto: Facebook / Reprodução
Amanda foi baleada na cabeça no dia 14 de abril de 2013, em Ouro Preto (MG)
Foto: Facebook / Reprodução
Segundo a Polícia Militar, o delegado Geraldo Toledo foi visto por testemunhas discutindo com a jovem dentro de um carro
Foto: Facebook / Reprodução
A relação entre o delegado e a jovem era conturbada, segundo relataram familiares da vítima à polícia
Foto: Reprodução
De acordo com a a delegada Agueda Bueno, declarações em redes sociais e outros detalhes da investigação mostraram também que os dois supostamente tinham uma relação com ciúmes e discussões
Foto: Reprodução
"Ele não se mostrou em nenhum momento desequilibrado. Se mostrou chateado, constrangido, mas ele é muito inteligente. Ele é alguém experiente e que não podemos subestimar", afirmou a delegada
Foto: Reprodução
"Ele deixou a garota na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) sem qualquer identificação dela nem dele e fugiu", ressaltou a policial
Foto: Reprodução
De acordo com a delegada Agueda Bueno, responsável pelo caso, Neto é acusado de homicídio consumado e qualificado com pena que varia entre 12 e 30 anos de prisão
Foto: Especial para Terra
"Ela era uma adolescente e se portava como tal. Ele um adulto, mas lamentavelmente ele não se comportou como um homem maduro", pontuou a delegada
Foto: Ney Rubens / Especial para Terra
Compartilhar
Publicidade
O caso
A adolescente de 17 anos recebeu um tiro na cabeça no dia 14 de abril, em uma estrada rural de Ouro Preto. Segundo a Polícia Militar, o delegado Geraldo Toledo foi visto por testemunhas discutindo com a jovem dentro de um carro.
Posteriormente, um veículo com as mesmas características foi visto deixando a adolescente, baleada na cabeça, em uma unidade de pronto-atendimento de Ouro Preto. De acordo com testemunhas, o homem que deixou a jovem na unidade não se identificou e disse que ela havia tentado se matar.
Segundo a Polícia Civil, o delegado Toledo já havia sido preso em 2011 por suspeita de fazer parte de uma quadrilha que roubava caminhões e falsificava documentos. Ele também havia sido denunciado, no mesmo ano, pelo Ministério Público (MP), por prevaricação.
O delegado Toledo ainda responde por outros crimes, como irregularidades no licenciamento de veículos quando era delegado em Betim, e também agressão contra a adolescente. O caso inicialmente foi apurado pela Delegacia Regional de Ouro Preto, mas, por determinação da chefia da Polícia Civil, foi encaminhado à Corregedoria-Geral.
<a data-cke-saved-href="http://noticias.terra.com.br/brasil/infograficos/criancas-homicidios/iframe.htm" href="http://noticias.terra.com.br/brasil/infograficos/criancas-homicidios/iframe.htm">veja o infográfico</a>