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Polícia

Membro do PCC é preso suspeito por 15 homicídios em SP

25 ago 2011 - 15h19
(atualizado às 15h45)
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Hermano Freitas
Direto de São Paulo

A Polícia Civil prendeu na manhã desta quinta-feira, em São Paulo, um membro da facção criminosa conhecida como Primeiro Comando da Capital (PCC) e chefe do tráfico de drogas na região do Campo Limpo, zona sul da cidade. Investigações apontam Carlos de Carvalho, 33 anos, o "Carlinhos do Ypê", como autor de cerca de 15 homicídios. Ele negou as acusações.

"Carlinhos do Ypê" é apontado como o chefe do tráfico de drogas na região do Campo Limpo
"Carlinhos do Ypê" é apontado como o chefe do tráfico de drogas na região do Campo Limpo
Foto: Hermano Freitas / Terra

A prisão aconteceu por volta das 6h no Jardim Piracuama, local que seria dominado por ele através do terror. Ele voltava após uma temporada escondido em Praia Grande, na baixada santista, e foi encontrado enquanto dirigia um corsa. Ele apresentou documento falso aos policiais, no qual seu nome constava como José Carlos da Silva Filho. Uma verificação no Instituto de Identificação constatou sua identidade.

O titular do 37° Distrito Policial (Campo Limpo), delegado Dimas Pinheiro, afirma que ele era o encarregado da chamada "disciplina" do PCC e andava com uma escolta. "Ele é um homem muito temido e chegou a tentar implantar o toque de recolher no lugar", disse o policial. Além de Piracuama, o bandido controlaria as favelas de Parque Ararina e Jardim Regina.

Carlinhos do Ypê era investigado desde que uma chacina deixou quatro mortos na comunidade em maio deste ano. De acordo com a polícia, as mortes aconteciam por conta de disputas por pontos de venda de drogas. O suspeito teria envolvimento ainda na morte de um funcionário da Secretaria da Fazenda com a ajuda de um comparsa, Demian Almeida Viana, o Piu-piu, que é procurado.

Enquanto era transferido para uma sala da delegacia onde está preso, Carlinhos disse que é inocente. "Como é que eu vou matar no lugar onde eu moro? Parece que tudo o que acontece no Piracuama sou eu o culpado", ironizou.

Fonte: Terra
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