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Polícia

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Médico confirma lesão no pé de Gil Rugai, mas descarta ligá-la ao crime

Promotoria sustenta que edema estaria ligado a arrombamento de porta do quarto onde as vítimas foram mortas

18 fev 2013 - 19h48
(atualizado às 19h53)
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<p>O ex-seminarista Gil Rugai, acusado de matar a tiros o pai e a madrasta, é julgado em São Paulo</p>
O ex-seminarista Gil Rugai, acusado de matar a tiros o pai e a madrasta, é julgado em São Paulo
Foto: Vagner Campos / Futura Press

O médico Daniel Romero Munhoz, professor de medicina legal da Universidade de São Paulo (USP), confirmou em seu depoimento, na tarde desta segunda-feira, que o publicitário e ex-seminarista Gil Rugai, 29 anos, tinha uma lesão no pé direito, detectada dias depois dos assassinatos do pai e da madrasta dele, Luiz Carlos Rugai, 40 anos, e Alessandra de Fátima Troitiño, 33 anos. A segunda testemunha da acusação a depor no julgamento do caso, que acontece desde o início da tarde no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo, evitou ligar o edema ao arrombamento da porta do cômodo onde o pai de Rugai foi morto, supostamente quebrada a chutes pelo réu.

"Eu não posso afirmar isso (que a lesão foi causada após um chute a uma porta) porque não tinha porta nenhuma para eu examinar. (...) Fomos chamados pela Justiça para identificar se havia traumas nos membros inferiores, (...) e a ressonância (magnética) detectou um edema ósseo pós-contusão, provocado por uma lesão aguda", afirmou o médico.

Durante o interrogatório, que durou cerca de 55 minutos, a Promotoria (responsável pela acusação) tentou comprovar que a lesão detectada no pé de Gil Rugai poderia ter resultado do arrombamento da porta. Já a defesa do acusado tentou provar que o edema poderia ter sido resultado de uma queda de um triliche, por exemplo, ou de outro tipo de contusão. O médico, entretanto, insistiu que não cabia a ele detectar a causalidade do machucado, e inúmeras vezes repetiu que só foi chamado para examinar o acusado.

A defesa, então, questionou o médico se ele não deveria ter sido convidado pelo Instituto de Criminalística (IC) a participar do grupo multidisciplinar que chegou à conclusão de que a lesão foi provocada pelo impacto do arrombamento. Ele, novamente, demonstrou irritação com a insistência do advogado, e rebateu que acreditava que o IC possuía uma equipe capaz de chegar às conclusões sem a ajuda dele.

"O senhor está colocando na minha boca palavras que eu não falei. (...) Se solicitassem a minha participação (no grupo multidisciplinar que analisou o exame médico e a perícia no local do crime), eu estaria à disposição. Agora, se eu sou necessário para isso? Eu acho que não. O Instituto de Criminalística tem gente pra isso e eles fazem isso todos os dias", respondeu Munhoz.

Julgamento

O julgamento de Gil Rugai acontece nove anos após os assassinatos, que ocorreram no dia 28 de março de 2004. O júri começou por volta das 13h10, com quase duas horas de atraso do horário programado, sendo que a primeira pessoa a depor foi o vigia Domingos ramos Oliveira de Andrade, que confirmou ter visto Rugai saindo da casa após os tiros - o depoimento dele durou cerca de 2 horas e 40 minutos. Após pausa para almoço, o julgamento foi retomado às 17h20, com o depoimento de Munhoz, responsável pelo exame médico feito com Gil Rugai.

Além do vigia e do médico, outras três testemunhas serão ouvidas pela acusação, sendo um perito criminal - que começou a depor por volta das 18h45 -, um delegado da Polícia Civil e um amigo da vítima. Já a defesa convocou nove testemunhas, entre elas o irmão do réu, Leo Rugai, que irá depor a favor do acusado. O juiz Adilson Paukoski Simoni, responsável pelo juri, também convocou mais uma testemunha.

Foram escolhidos para compor o júri cinco homens e duas mulheres, e a expectativa é de que o julgamento acabe até a próxima quarta-feira, embora ele possa se prolongar. 

Fonte: Terra
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