Operação prende 4 policiais por extorsão de R$ 1 mi contra sequestrador da mãe de Robinho
Policiais são suspeitos de extorsão qualificada e associação criminosa armada contra traficantes
Uma operação da Corregedoria-Geral da Polícia Civil de São Paulo prendeu temporariamente, nesta terça-feira, 12, quatro policiais civis suspeitos de extorsão qualificada e associação criminosa armada contra traficantes. Uma das vítimas seria Fábio Oliveira Silva, integrante da quadrilha responsável pelo sequestro da mãe do ex-jogador Robinho, em 2004, em Praia Grande (SP).
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A Operação Quina tem como alvos três investigadores da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Carapicuíba e um quatro do 1º Distrito Policial de Taboão da Serra. Eles foram identificados como Tiago Henrique de Souza Carvalho, Diogo Prieto Junior, Roberto Castelano e João Ruper Rodrigues. Até o momento, a defesa dos suspeito não foi localizada.
Conforme a apuração da Corregedoria, Fábio contou que foi abordado por homens que se identificaram como policiais civis em 2 de abril deste ano. Eles entraram em sua residência sem mandado judicial e o teriam levado para a sede da Dise de Carapicuíba.
No local, segundo o relato, ele passou a sofrer ameaças de prisão caso não pagasse R$ 1 milhão, em um flagrante forjado pelos policiais. Diante das ameaças, o primo de Fábio, Eder Wilson de Jesus Silva, teria negociado e pagado R$ 303 mil ao grupo. O dinheiro foi entregue em uma padaria de Barueri e, depois, contado dentro da unidade policial, de acordo com o processo.
As ameaças teriam continuado mesmo após o pagamento inicial. As vítimas relataram ainda que os investigadores seguiram cobrando o restante do dinheiro de várias formas, como por telefone, mensagens e áudios. Em uma nova negociação, o valor exigido teria sido reduzido para R$ 500 mil, com imposição de prazos para o pagamento.
A investigação aponta que João Ruper Rodrigues seria o principal responsável pelas cobranças e recebimento do dinheiro das extorsões. Enquanto Tiago Henrique de Souza Carvalho participava da abordagem inicial das vítimas, das ameaças e da renegociação dos valores exigidos.
Já Roberto Castelano teria chefiado a diligência que resultou na condução da vítima até a delegacia, e Diogo Prieto Junior teria participado tanto da ação inicial quanto do recebimento do dinheiro.
Além das prisões, também são cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e unidades policiais, além de medidas patrimoniais expedidos pela Justiça. Documentos, telefones e outros materiais serão analisados pela investigação.
Em nota, a Corregedoria da Polícia Civil ressaltou que a atuação “reforça o compromisso da Polícia Civil com a legalidade, a transparência e o combate rigoroso a eventuais desvios de conduta, preservando a credibilidade da corporação e o devido processo legal”.
A ação é realizada com o apoio do do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo.
**Com informações do Estadão
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