Vídeo mostra momento em que tenente da Rota, irmão de Eloá Pimentel, é baleado na cabeça; imagens são fortes
Crime aconteceu na manhã deste sábado, 27, na Avenida Goiás em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo (SP)
Imagens gravadas por câmeras de monitoramento flagraram o momento em que o tenente da Polícia Militar Ronickson Pimentel dos Santos, irmão mais velho de Eloá Cristina Pimentel, foi baleado na cabeça. O crime aconteceu na manhã deste sábado, 27, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo.
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No vídeo, é possível ver o instante em que os suspeitos se aproximam de Ronickson em uma moto. A imagem é parcialmente encoberta por uma árvore, mas a câmera registrou o momento em que o militar cai sobre o asfalto, na Avenida Goiás, após ser baleado. As imagens são fortes.
O PM integrava a Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota). Equipes de resgate prestaram os primeiros atendimentos e, na sequência, Ronickson foi socorrido pelo helicóptero Águia. Não há informações sobre qual hospital ele foi encaminhado, mas a Corporação informou, mais cedo, que ele passava por cirurgia.
Ronickson é 1º tenente do 1º Batalhão de Polícia de Choque de São Paulo. Ele é irmão mais velho de Eloá, jovem que foi morta aos 15 anos, depois de ser mantida em cárcere privado pelo ex-namorado Lindemberg Alves, em um apartamento em Santo André, em 2008.
Relembre o caso
Em 13 de outubro de 2008, por volta das 13h, Lindemberg Alves invadiu o apartamento da ex-namorada Eloá Cristina Pimentel na região do ABC Paulista, após não se conformar com o fim do relacionamento entre os dois.
Durante o sequestro, que durou 5 dias, Lindemberg manteve a ex-namorada e outros 3 colegas em cárcere privado. Iago Vilera e Victor Campos foram liberados pelo sequestrador na mesma noite. Já Nayara Rodrigues da Silva, outra colega de Eloá, conseguiu deixar o cativeiro no dia 14, mas acabou voltando para auxiliar nas negociações.
Após dias de negociações com Lindemberg, sem sucesso, a polícia decidiu invadir o apartamento onde as vítimas eram mantidas reféns. O sequestro, que durou cerca de 100 horas, foi acompanhado pelo País inteiro e se prolongou até o início da noite de 17 de outubro, quando a polícia decidiu invadir o apartamento após inúmeras tentativas frustradas de negociações.
Durante a invasão policial ao apartamento, Lindemberg reagiu atirando contra as duas jovens. Eloá morreu com um tiro na cabeça e outro na virilha. Nayara foi atingida no rosto, foi socorrida e sobreviveu.
Em 16 de fevereiro de 2012, 4 anos após o crime, Lindemberg Alves foi condenado a 98 anos e 10 meses de prisão pelos 12 crimes pelos quais foi julgado, incluindo homicídio qualificado, cárcere privado, lesão corporal e tentativa de homicídio.
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