Irmão de Eloá, tenente da Rota baleado na cabeça criticou atuação da polícia no sequestro da irmã; relembre
Ronickson Pimentel questionou a demora do Gate em invadir o apartamento onde a irmã, de 15 anos, era mantida refém pelo ex-namorado
Baleado na cabeça neste sábado, 27, o 1º tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos criticou parte da operação policial no sequestro de sua irmã, Eloá Cristina Pimentel, morta em em 2008 pelo ex-namorado. As críticass foram reveladas em entrevista ao documentário Caso Eloá: Refém ao Vivo, lançado pela Netflix em novembro de 2025.
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Na produção, Pimentel afirmou que, enquanto acompanhava as negociações, questionava a demora do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) em invadir o apartamento onde a irmã, de 15 anos, era mantida refém.
"Eu estava com a cabeça a mil, né? Meu, por que esses caras [policiais do Gate] não entram logo ali, por que não acaba logo com isso aí? Eu pensei muito nisso", declarou no documentário.
O tenente foi atingido na manhã de hoje por disparos em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, enquanto fazia um treino de crossfit na Avenida Goiás, segundo a Polícia Militar.
Homens armados em uma motocicleta efetuaram os tiros e fugiram em seguida. O policial recebeu os primeiros atendimentos no local e foi levado pelo helicóptero Águia para um hospital, onde passa por cirurgia.
Relembre o caso Eloá
Em 13 de outubro de 2008, Lindemberg Alves invadiu o apartamento da ex-namorada Eloá Cristina Pimentel, na região do ABC Paulista, inconformado com o fim do relacionamento. O sequestro durou cerca de 100 horas e mobilizou o país.
Após dias de negociações, a polícia invadiu o imóvel. Durante a ação, Lindemberg atirou contra Eloá e Nayara Rodrigues da Silva. Eloá morreu após ser atingida na cabeça e na virilha, enquanto Nayara foi baleada no rosto, socorrida e sobreviveu.
Em fevereiro de 2012, Lindemberg foi condenado a 98 anos e 10 meses de prisão por homicídio qualificado, cárcere privado, tentativa de homicídio e outros crimes relacionados ao caso.
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