Quem é o irmão de Eloá Pimentel, tenente da Rota baleado em SP
Ronickson Pimentel dos Santos atua na PM há sete anos
O irmão mais velho de Eloá Cristina Pimentel, morta aos 15 anos pelo ex-namorado em 2008, passa por uma cirurgia após sofrer uma tentativa de homicídio na manhã deste sábado, 27, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. Ronickson Pimentel dos Santos é 1º tenente do 1º Batalhão de Polícia de Choque de São Paulo foi atingido na cabeça enquanto fazia aulas de crossfit.
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Ele integra a equipe de Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) desde 2019, mas sua carreira dentro da corporação deu início dez anos antes. Até entrar para a PM, ele foi fuzileiro naval da Marinha do Brasil entre 2006 e 2009.
Ao longo do tempo, conseguiu entrar para o quadro de oficiais da corporação, por meio da Academia de Polícia Militar do Barro Branco e chegou a atuar no patrulhamento da Força Tática.
Em novembro de 2025, a Netflix lançou o documentário Caso Eloá: Refém ao Vivo, onde Pimentel aparece dando entrevista. Ao longo da produção, o tenente conta sobre sua última conversa com o ex-namorado da irmã, antes do homicídio, e também abordou a questão de como a imprensa e a polícia traram o caso.
“Ele [Lindemberg Alves] virou a estrela de tudo aquilo ali, daquele contexto. E aí põe o cara ao vivo para falar o que ele quiser falar?", disse em um determinado momento ao questionar a cobertura jornalística.
"Eu estava com a cabeça a mil, né? Meu, por que esses caras [policiais do Gate] não entram logo ali, por que não acaba logo com isso aí? Eu pensei muito nisso", declarou sobre a atuação das autoridades.
O irmão de Eloá também se emocionou ao relembrar todo o trauma da família e chegou a questionar como seria se a jovem estivesse viva. “Ele [o assassino] acabou com a minha família. Hoje a gente consegue, mas a ferida fica. Como seria se a Eloá tivesse conhecendo a minha filha?".
Como Pimentel foi baleado
A PM informou que a tentativa de homicídio ocorreu na Avenida Goiás. Segundo o canal GloboNews, ele realizava um treino de crossfit quando foi baleado por homens armados em uma motocicleta. A dupla fugiu na sequência.
Equipes de resgate prestaram os primeiros atendimentos, e o policial foi socorrido pelo helicóptero Águia. Ainda não há informações para qual hospital tenente Pimentel foi encaminhado, mas a Corporação informou que ele passa por cirurgia neste momento.
Relembre o caso
Em 13 de outubro de 2008, por volta das 13h, Lindemberg Alves invadiu o apartamento da ex-namorada Eloá Cristina Pimentel na região do ABC Paulista, após não se conformar com o fim do relacionamento entre os dois.
Durante o sequestro, que durou 5 dias, Lindemberg manteve a ex-namorada e outros 3 colegas em cárcere privado. Iago Vilera e Victor Campos foram liberados pelo sequestrador na mesma noite. Já Nayara Rodrigues da Silva, outra colega de Eloá, conseguiu deixar o cativeiro no dia 14, mas acabou voltando para auxiliar nas negociações.
Após dias de negociações com Lindemberg, sem sucesso, a polícia decidiu invadir o apartamento onde as vítimas eram mantidas reféns. O sequestro, que durou cerca de 100 horas, foi acompanhado pelo País inteiro e se prolongou até o início da noite de 17 de outubro, quando a polícia decidiu invadir o apartamento após inúmeras tentativas frustradas de negociações.
Durante a invasão policial ao apartamento, Lindemberg reagiu atirando contra as duas jovens. Eloá morreu com um tiro na cabeça e outro na virilha. Nayara foi atingida no rosto, foi socorrida e sobreviveu.
Em 16 de fevereiro de 2012, 4 anos após o crime, Lindemberg Alves foi condenado a 98 anos e 10 meses de prisão pelos 12 crimes pelos quais foi julgado, incluindo homicídio qualificado, cárcere privado, lesão corporal e tentativa de homicídio.
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