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Presidente da Câmara de Pelotas e dois vereadores são alvo de operação do MP

Operação Expurgo investiga suspeitas de rachadinha, desvio de recursos públicos e infiltração de organização criminosa no Legislativo.

14 ago 2026 - 14h17
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O presidente da Câmara Municipal de Pelotas, Michel Escalante, conhecido como Michel Promove (PP), e os vereadores Cesar Brisolara, o Cesinha (PSB), e Cauê Fuhro Souto (Podemos) são alvos de uma operação do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) deflagrada nesta sexta-feira (14). A ação investiga suspeitas de desvio de dinheiro público, lavagem de dinheiro e possível atuação de organização criminosa dentro do Legislativo municipal.

Foto: MPRS / Porto Alegre 24 horas

A Operação Expurgo cumpre 33 mandados de busca e apreensão em Pelotas e Capão do Leão. Cinco das ordens foram executadas em dependências da Câmara, incluindo gabinetes de vereadores e locais de trabalho de servidores investigados. Ao todo, 20 pessoas e uma empresa são alvo das medidas.

Durante as diligências, os agentes apreenderam R$ 96 mil em dinheiro com dois vereadores e um assessor parlamentar. Também foram recolhidos documentos e equipamentos eletrônicos que serão analisados pelos investigadores.

Entre as principais suspeitas está a prática conhecida como "rachadinha". Segundo o MPRS, servidores ocupantes de cargos comissionados poderiam estar sendo obrigados a devolver parte dos salários recebidos do poder público para pessoas ligadas ao esquema. Os valores seriam posteriormente ocultados e movimentados em benefício particular.

O GAECO também apura se cargos da estrutura administrativa da Câmara teriam sido utilizados para beneficiar integrantes de uma organização criminosa. A investigação ainda envolve suspeitas de uso de recursos públicos para quitar dívidas relacionadas à agiotagem e movimentar dinheiro de origem ilícita.

O caso começou a ser investigado após informações apresentadas espontaneamente ao Ministério Público por um ex-secretário municipal e dois servidores da Câmara. Conforme o GAECO, os relatos foram posteriormente confrontados com documentos, provas digitais e informações financeiras obtidas mediante autorização judicial.

A operação é coordenada pelo promotor de Justiça Rogério Meirelles Caldas e contou com apoio da Brigada Militar. Segundo o MPRS, também são investigados possíveis crimes de organização criminosa, peculato, concussão, corrupção passiva, usura e outros delitos que possam ser identificados durante a apuração.

Entre os 20 alvos estão três vereadores, um chefe de gabinete, cinco assessores parlamentares e servidores comissionados, três guardas municipais, um ex-assessor comissionado e seis particulares, incluindo empresários, familiares e pessoas apontadas como possíveis interpostas.

Porto Alegre 24 horas
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