Mãe de Oruam deixa presídio no Rio de Janeiro e passa para a prisão domiciliar
Márcia Gama dos Santos Nepomuceno foi presa em outubro deste ano durante uma operação da Polícia Federal contra o Comando Vermelho
A mãe de Oruam, Márcia Gama dos Santos Nepomuceno, deixou o presídio neste domingo, 8, e passou para a prisão domiciliar após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Ela estava presa desde outubro após uma operação da Polícia Federal contra o Comando Vermelho.
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A Secretaria de Estado de Polícia Penal do Rio de Janeiro (Seppen) informou ao Terra que Márcia deixou o o Presídio Djanira Dolores de Oliveira, em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro, e que foi instalada tornozeleira pela equipe de Monitoração Eletrônica da Seppen, seguindo a determinação do STF.
Márcia foi presa em 19 de outubro durante a Operação Backbone, da Polícia Federal (PF), que investiga uma estrutura ligada ao Comando Vermelho (CV), suspeita de impor o monopólio do fornecimento de internet em comunidades do Rio de Janeiro por meio de ameaças e violência armada.
Na ocasião, Lucas Santos Nepomuceno, irmão de Oruam, também foi preso. Também foi cumprido um mandado de prisão contra Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, que já está preso em uma penitenciária federal de segurança máxima em Campo Grande (MS). Ele é apontado como uma das lideranças do Comando Vermelho e pai de Oruam.
Segundo a Polícia Federal, a organização criminosa impunha o uso de serviços de internet controlados pelo grupo nos Complexos do Alemão, da Penha e do Chapadão, na capital fluminense.
De acordo com as investigações, pessoas armadas cortavam cabos e incendiavam caixas de distribuição de operadoras regulares e concorrentes, além de impedir reparos. Com isso, moradores e comerciantes seriam obrigados a contratar a chamada “internet do tráfico”. Os provedores autorizados pela facção pagariam mensalmente uma tarifa pelo direito de operar nos territórios dominados pelo grupo.
A PF aponta que a cobrança pelo serviço de internet representou mais de 40% da arrecadação do Comando Vermelho no Complexo da Penha. Dessa forma, a exploração do serviço se tornou uma fonte importante de receita para a facção.
A investigação aponta que Marcinho VP, preso desde 1996, continua controlando as atividades empresariais nos territórios dominados pela facção criminosa, junto com familiares e outras lideranças do grupo.
Segundo a PF, os lucros obtidos com o esquema chegavam à família por meio de empresas arrecadadoras, operadores financeiros e contas de passagem. Os recursos seriam ocultados ou dissimulados em produtoras de eventos, empresas de publicidade, imóveis pagos em dinheiro vivo e criptoativos.
A operação também determinou a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas, entre elas provedores de internet, produtoras de eventos, uma empresa de contabilidade e empresas apontadas como de fachada.
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