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Polícia

Justiça condena PMs a mais de 500 anos por chacina

16 set 2009 - 04h07
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Júlio César do Amaral de Paula e Marcos Siqueira Costa, ex-policiais militares acusados de participar da chacina da Baixada, no dia 31 de março de 2005, quando 30 pessoas inocentes foram assassinadas a tiros, num crime que chocou o País, foram condenados a 480 e 543 anos de prisão, respectivamente, por homicídio qualificado e formação de quadrilha.

A sentença foi proferida no início da madrugada desta quarta-feira, pela juíza da 4ª Vara Criminal, Elizabeth Louro. Outro ex-policial acusado de envolvimento no crime, Ivonei de Souza, respondia apenas por formação de quadrilha e teve a absolvição pedida pelo Ministério Público, o que foi atendido pela juíza.

O julgamento foi iniciado na segunda-feira, quando foram ouvidas nove testemunhas e os três réus foram interrogados. Ivonei é o único dos três que respondia por formação de quadrilha. Os outros dois foram acusados por crimes de formação de quadrilha e homicídio. Os três foram os últimos a serem julgados pelo crime.

Em 2006, o soldado da PM Carlos Jorge de Carvalho, o Carlos Cavalo, foi condenado a 543 anos. Em 2007, o cabo da Polícia Militar José Augusto Moreira Felipe foi condenado a 542 anos pelos mesmos crimes. Já o soldado Fabiano Gonçalves Lopes pegou sete anos de prisão por formação de quadrilha.

Ataques começaram no bar

A noite de horror que culminou no assassinato de trinta pessoas na Baixada Fluminense começou entre 21h e 22h do dia 31 de março de 2005, em Nova Iguaçu e Queimados. Os tiros partiram de grupo fortemente armado que ocupava um Gol de cor clara. O massacre estaria ligado à prisão dos policiais militares acusados de jogar uma cabeça dentro do 15º BPM (Duque de Caias), na madrugada de quarta-feira.

O ataque começou no bar Caíque. Todas as pessoas que estavam no estabelecimento, incluindo crianças, foram baleadas pelos criminosos que chegaram atirando. Nove pessoas morreram e duas ficaram feridas. Seis morreram no local, incluindo a dona do bar, Elizabeth Soares de Oliveira, 43 anos, e seu filho, Felipe Soares de Oliveira, 13 anos. As outras vítimas são: Jaílton Vieira da Silva, 25, Douglas Brasil de Paula, 14 anos, Jonas de Lima Silva, 19 anos, e Robson Albino, 25 anos. Outras três vítimas morreram no Hospital da Posse.

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