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Polícia

Júri livra filho de Jerominho e mais 5 de acusação de atentado

25 fev 2011 - 17h00
(atualizado às 17h42)
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A Justiça absolveu na noite de quinta-feira Luciano Guinâncio Guimarães, filho do vereador Jerominho (PTdoB) e sobrinho do ex-deputado Natalino Guimarães, e mais cinco acusados de integrar a milícia Liga da Justiça, com atuação na zona oeste do Rio de Janeiro. Eles foram denunciados por tentativas de homicídio qualificado contra um segurança e um ex-policial militar. Segundo o Tribunal de Justiça do Rio, a absolvição foi pedida pelo próprio Ministério Público porque os sobreviventes do atentado mudaram suas versões do caso e negaram a participação do grupo no crime.

Conforme a dupla, eles foram vítimas de um assalto cometido por integrantes da facção criminosa Comando Vermelho. De acordo com o TJ, os depoimentos do segurança e do ex-PM em plenário foram "diversos" dos prestados à polícia e na fase de instrução da ação penal.

Segundo a denúncia, a picape em que o segurança Carlos Eduardo Marinho dos Santos e o ex-PM Marcelo Gouveia Bezerra estavam foi alvejada por 35 tiros, no dia 28 de maio de 2008, no sinal de trânsito da rua Aricuri, em Campo Grande. O motivo do crime seria uma disputa entre milícias e vingança. O segurança, que estava ao volante do veículo, resistiu à ocupação de parte de um terreno dentro do condomínio em que trabalhava para que a Liga da Justiça instalasse um "centro social para atividades políticas e eleitorais".

"O Egrégio Conselho de Sentença, por maioria de votos, reconheceu a tese sustentada em plenário pelo Ministério Público e pelas defesas, da ausência de comprovação da autoria e da participação, respondendo negativamente ao segundo quesito de cada série formulada, e, julgando improcedente o pedido ministerial inicial, absolveu os acusados dos crimes a eles imputados", escreveu a juíza Elizabeth Machado Louro, titular do 4º Tribunal do Júri da capital, na sentença.

Segundo o TJ, foram expedidos os alvarás de soltura de Luciano, Fábio Pereira de Oliveira, Moisés Pereira Maia Júnior, Ivilson Umbelino de Lima e Silvio Pacheco Fontes. Júlio César Ferraz de Oliveira era o único que respondia em liberdade.

Batman e Robin

A Liga da Justiça é uma milícia criada em 2007 na zona oeste do Rio de Janeiro e levou esse nome por causa dos principais líderes, Ricardo Teixeira Cruz e Aldemar Almeida dos Santos, cujos apelidos eram Batman e Robin. Em 2008, o delegado Marcus Neves, responsável por investigar a atuação das milícias na zona oeste da cidade, disse que a Liga da Justiça havia sido extinta.

"Não existe mais uma organização criminosa atuando na zona oeste. Não existe mais o grupo denominado Liga da Justiça. O que existe são foragidos da Justiça, todos identificados e com mandados de prisão expedidos pelo Judiciário", disse ele na época.

Fonte: Terra
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