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Polícia

Júri de casal Nardoni vai durar ao menos 3 dias, diz promotor

24 abr 2009 - 16h30
(atualizado às 16h43)
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O promotor de Justiça Francisco Cembranelli, responsável pelo caso do assassinato de Isabella Nardoni, morta em março do ano passado, afirmou em entrevista concedida à Terra TV na tarde desta sexta-feira que o julgamento do pai Alexandre Nardoni e da madrasta da menina, Ana Carolina Jatobá, deverá durar pelo menos três dias.

Caso Isabella: promotor reafirma culpa do casal:

"Teremos várias testemunhas arroladas e exibição de algumas provas. É difícil fazer uma previsão, mas não imagino que o júri dure menos de três dias", afirmou Cembranelli.

O promotor afirmou que tentou levar o caso a julgamento em prazo de tempo reduzido. A expectativa de Cembranelli é de que o casal seja julgado ainda no segundo semestre deste ano.

Segundo o promotor, a denúncia feita contra o casal não aponta premeditação e nem motivação para o assassinato."Na denúncia não esclareço motivo que qualifique o crime. Mas todas as circunstâncias serão debatidas em momento oportuno", disse.

Segundo Cembranelli, se levados a júri popular e condenados, o casal pode pegar 19 anos de prisão. "Da maneira como a denuncia está proposta, os suspeitos respondem por uma acusação por homicídio doloso triplamente qualificado mais uma fraude processual", disse.

O promotor ainda comentou a recente troca de advogados que o casal fez. Segundo ele, a mudança não deverá influenciar no decorrer do caso."Continuo firme em meu propósito que é levá-los a júri popular em um futuro próximo",afirmou.

Relembre o caso

Isabella Nardoni, 5 anos, foi encontrada ferida no dia 29 de março de 2008 no jardim do prédio onde moravam o pai Alexandre Nardoni e a madrasta Anna Carolina Jatobá, na zona norte de São Paulo. Segundo os Bombeiros, a menina chegou a ser socorrida e levada ao Pronto-Socorro da Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos e morreu por volta da 0h.

O inquérito policial apontou que ela foi agredida, asfixiada e jogada do sexto andar do edifício. No dia 18 de abril, Alexandre e Anna Carolina foram indiciados por homicídio doloso, triplamente qualificado. No dia 6 de maio, o promotor Francisco Cembranelli denunciou e pediu a prisão preventiva do casal, aceita pela Justiça.

Alexandre está preso na Penitenciária Dr. José Augusto Salgado (P-2), em Tremembé (SP), e Anna Carolina, na Penitenciária Feminina Santa Maria Eufrásia Pelletier, também em Tremembé. No último dia 24, a Justiça de São Paulo negou recurso do casal e determinou que os dois devem ir a júri popular. A defesa afirmou que vai recorrer da decisão.

Fonte: Terra
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