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Polícia

Delegado geral espera concluir caso de chacina em SP na próxima semana

6 set 2013 - 11h28
(atualizado às 11h28)
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Homenagens em frente à casa da família marcaram data em que se completa um mês da tragédia
Homenagens em frente à casa da família marcaram data em que se completa um mês da tragédia
Foto: Marcos Bezerra / Futura Press

O delegado geral da Polícia Civil de São Paulo, Luiz Maurício Blazek, afirmou na manhã desta sexta-feira que o caso Pesseghini deverá ser encerrado na próxima semana, com a confirmação de que Marcelo Pesseghini matou os pais, a avó e a tia-avó antes de cometer suicídio em sua casa na Vila Brasilândia, zona norte da capital paulista, na madrugada do dia 5 de agosto. De acordo com Blazek, se não houver nenhuma novidade no caso nos próximos dias, o inquérito será encerrado.

"Estamos nos esforçando para que isso ocorra. Ainda falta um laudo chegar. Esse inquérito está com pedido de prazo prorrogado, justamente para dar o tempo necessário para que seja concluído", afirmou o delegado geral. O laudo que ainda não está nas mãos da polícia diz respeito às ligações que Marcelo fez na madrugada daquele dia.

Blazek afirmou que o conteúdo de todos os laudos será divulgado na próxima semana. "Na semana que vem a imprensa terá acesso e terá uma coletiva com todas as explicações necessárias para este caso. Temos esse propósito, salvo se houver necessidade de alguma situação complementar que não nos permita realizar essa entrevista", explicou.

Na última quinta-feira, quando completou um mês dos acontecimentos, os familiares das vítimas tiveram acesso a todos os laudos no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Porém, os parentes ainda custam a acreditar que o garoto de 13 anos tenha cometido os crimes. Apesar disso, Blazek afirmou achar normal a reação da família.

"A família ficou mais de três horas e meia aqui (DHPP), tiveram todas as explicações necessárias e tiveram acesso aos laudos embora, ao que me parece, eles não compreenderam muito bem. Isso é normal. São pessoas leigas e não têm conhecimentos técnicos para um entendimento maior. Isso deve ser respeitado porque vemos a questão de forma racional e eles têm o emocional envolvido em razão dessa situação. Mas a polícia deu todas as explicações necessárias e vai sempre estar à disposição dos familiares", afirmou o delegado geral.

Chacina de família desafia polícia em São Paulo

Cinco pessoas da mesma família foram encontradas mortas na noite de segunda-feira, dia 5 de agosto, dentro da casa onde moravam, na Brasilândia, zona norte de São Paulo. Entre os mortos, estavam dois policiais militares - o sargento Luis Marcelo Pesseghini, 40 anos, e a mulher dele, a cabo de Andreia Regina Bovo Pesseghini, 35 anos. O filho do casal, Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, 13 anos, também foi encontrado morto, assim como a mãe de Andreia, Benedita Oliveira Bovo, 65 anos, e a irmã de Benedita, Bernardete Oliveira da Silva, 55 anos.

A investigação descartou que o crime tenha sido um ataque de criminosos aos dois PMs e passou a considerar a hipótese de uma tragédia familiar: o garoto teria atirado nos pais, na avó e na tia-avó e cometido suicídio.

A teoria foi reforçada pelas imagens das câmeras de segurança da escola onde Marcelo estudava: o adolescente teria matado a família entre a noite de domingo e as primeiras horas de segunda-feira, ido até a escola com o carro da mãe, passado a noite no veículo, assistido à aula na manhã de segunda e se matado ao retornar para casa.

Os vídeos gravados pelas câmeras mostraram o carro de Andreia sendo estacionado em frente ao colégio por volta da 1h15 da madrugada de segunda-feira. Porém, a pessoa que estava dentro do veículo só desembarcou às 6h30 da manhã. O indivíduo usava uma mochila e tinha altura compatível à do menino: ele saiu do carro e caminhou em direção à escola.

Fonte: Terra
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