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Caso Tayná: após denúncia de tortura, investigação recomeça sob sigilo

18 jul 2013
20h00
atualizado às 20h06
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Tayná foi morta no dia 25 de junho, em Colombo (PR)
Tayná foi morta no dia 25 de junho, em Colombo (PR)
Foto: Facebook / Reprodução

Depois que o laudo do Instituto de Criminalística apontou que o sêmen encontrado no corpo da menina Tayná Adriane de Silva, 14 anos, e os quatro suspeitos do crime alegaram que assumiram a responsabilidade pela morte da adolescente sob tortura, levando à prisão de 10 policiais até o momento, o inquérito que investiga o caso está sendo totalmente refeito.

O secretário estadual de Segurança, Cid Vasques, designou os delegados Guilherme Rangel e Rafael Vianna, dois dos principais quadros da Polícia Civil do Paraná, como responsáveis pelo caso. Com eles, está trabalhando uma nova equipe de 15 investigadores.

Desde a última segunda-feira, mais de 50 pessoas já foram ouvidas, novas diligências estão sendo feitas e diversas evidências estão sendo analisadas, junto com o trabalho de campo e análise de provas. Entre as novas provas, está um absorvente, encontrado perto do local onde o corpo de Tayná foi achado. A polícia aguarda laudo do Instituto de Criminalística para saber se o absorvente era da adolescente e se há material genético de outra pessoa nele.

Por conta de todas as especulações sobre o caso, foi decretado segredo de justiça e, por isso, os delegados não dão nenhum detalhe sobre a linha de investigação. O inquérito tem prazo de conclusão de 30 dias, podendo ser prorrogado por igual período, pelo tempo que for necessário.
“A Secretaria da Segurança Pública ressalta que os delegados e investigadores que fazem parte do caso estão trabalhando de forma incansável, revezando-se durante as 24 horas do dia, em busca da verdade para trazer uma resposta para a família da vítima e para toda a sociedade”, disse, em nota, a pasta.

O caso
Tayná desapareceu no dia 25 de junho quando voltava da casa de uma amiga, nas proximidades de um parque de diversões, em Colombo, na região metropolitana de Curitiba. O corpo da menina foi encontrado no dia 28 de junho. Três dos quatro suspeitos, presos no dia anterior, confessaram ter estuprado e matado Tayná. Um deles não teria participado diretamente do crime. No mesmo dia, o parque de diversões foi depredado e incendiado por moradores da região.

No dia 5 de julho, a Polícia Civil conclui o inquérito, indiciando Adriano Batista, 23 anos, Sérgio Amorin da Silva Filho, 22 anos, e Paulo Henrique Camargo Cunha, 25 anos, por estupro e assassinato da menina. Ezequiel Batista, 22 anos, irmão de Adriano, foi indiciado como cúmplice do crime. 

Porém, no dia 9 de julho, o resultado de exame de DNA indicou que o sêmen encontrado na calcinha da garota não é compatível com o material genético de nenhum dos quatro acusados. Na sequência, em depoimento ao Ministério Público, os quatro acusados negaram participação no crime e denunciaram terem confessado sob tortura. Com a contradição entre o inquérito e a prova pericial, o Ministério Público devolveu o inquérito à Polícia Civil.

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Fonte: Especial para Terra
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