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Polícia apura se corpo encontrado no interior de MG é de Eliza

Um exame de DNA já foi feito nos restos mortais e o resultado deve sair na semana que vem

5 abr 2013 20h15
| atualizado às 20h21
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<p>No início de março, o goleiro Bruno Fernandes foi condenado pela morte de sua ex-amante Eliza Samudio</p>
No início de março, o goleiro Bruno Fernandes foi condenado pela morte de sua ex-amante Eliza Samudio
Foto: Renata Caldeira/TJ-MG / Divulgação

A Polícia Civil de Minas Gerais investiga se uma ossada de mulher encontrada no fim de janeiro na cidade de Nova Serrana, a 100 quilômetros de Belo Horizonte, é de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno Fernandes desaparecida desde 2010. Um exame de DNA já foi feito nos restos mortais e o resultado deve sair na semana que vem.

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De acordo com o delegado de Homicídios de Nova Serrana, Rodrigo Noronha, o fato que ligaria a ossada ao caso seria de que, na época em que Eliza desapareceu, a ex-mulher de Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, morava na cidade. Em novembro de 2012, Macarrão foi condenado a 15 anos de prisão pela morte da modelo.

Conforme a polícia, a ossada foi encontrada sem alguns ossos e sem um braço. O crânio da vítima também estava com a lateral afundada. O delegado destaca ainda que a arcada da ossada "é muito perfeita para as mulheres da região". "Não é o tipo de dentição das vítimas de homicídio daqui", disse, segundo a Polícia Civil.

Os restos mortais, que também apresentavam marcas de tiros, estavam parcialmente enterrados. Segundo Noronha, o corpo teria sido enterrado, mas com as chuvas seguidas que atingem a região, ele foi provavelmente descoberto.

Segundo Noronha, a vítima teria aproximadamente 1,70 metro, altura compatível à de Eliza. Ao lado da ossada foi encontrado um pé de uma sandália que teria sido fabricada no Paraná, próximo a Foz do Iguaçu, cidade natal da modelo. Ainda conforme a polícia, o número do sapato seria 37, o mesmo usado por Eliza.

O delegado alega que em 2010, época do crime, Nova Serrana foi considerada a terceira cidade com o maior número de homicídios em Minas Gerais. Para ele, provavelmente o corpo foi desovado no município para que fosse tratado como apenas mais um crime. 

O caso Bruno
Eliza Samudio desapareceu no dia 4 de junho de 2010 após ter saído do Rio de Janeiro para ir a Minas Gerais a convite de Bruno. Vinte dias depois a polícia recebeu denúncias anônimas de que Eliza havia sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de propriedade do jogador, localizado em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte. O filho de Eliza, então com quatro meses, teria sido levado pela mulher de Bruno, Dayanne Rodrigues. O menino foi achado posteriormente na casa de uma adolescente no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves.

No dia seguinte, a mulher de Bruno foi presa. Após serem considerados foragidos, o goleiro e seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, acusado de participar do crime, se entregaram à polícia. Pouco depois, Flávio Caetano de Araújo, Wemerson Marques de Souza, o Coxinha Elenilson Vitor da Silva e Sérgio Rosa Sales, outro primo de Bruno, também foram presos por envolvimento no crime. Enquanto a polícia fazia buscas ao corpo de Eliza, um motorista de ônibus denunciou o primo do goleiro como participante do crime. Apreendido, jovem de 17 anos relatou à polícia que a ex-amante de Bruno foi mantida em cativeiro e executada pelo ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola, que a estrangulou e esquartejou seu corpo. Ainda segundo o relato, o ex-policial jogou os restos mortais para seus cães. 

No dia 30 de julho, a Polícia de Minas Gerais indiciou todos pelo sequestro e morte de Eliza, sendo que Bruno foi apontado como mandante e executor do crime. No início de dezembro, Bruno e Macarrão foram condenados pelo sequestro e agressão a Eliza, em outubro de 2009, pela Justiça do Rio. O goleiro pegou quatro anos e seis meses de prisão. 

Em 17 de dezembro, a Justiça mineira decidiu que Bruno, Macarrão, Sérgio Rosa Sales e Bola seriam levados a júri popular por homicídio triplamente qualificado, sendo que o último responderá também por ocultação de cadáver. Dayanne, Fernanda, Elenilson e Wemerson responderiam por sequestro e cárcere privado. 

No dia 19 de novembro de 2012, foi dado início ao julgamento de Bruno, Bola, Macarrão, Dayanne e Fernanda. Dois dias depois, após mudanças na defesa do goleiro, o tribunal decidiu desmembrar o processo.  O júri condenou Macarrão, a 15 anos de prisão, e Fernanda Gomes de Castro, a cinco anos. No dia 8 de março de 2013, Bruno foi condenado a 22 anos e três meses de prisão, dos quais 17 anos e seis meses terão de ser cumpridos em regime fechado. Dayanne Rodrigues do Carmo, ex-mulher do goleiro e acusada de ser cúmplice no crime, foi absolvida. O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, que é acusado como autor do homicídio, teve o júri marcado para abril de 2013.

Fonte: Especial para Terra
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