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Caso Bruno: júri de Bola começa com depoimento de delegada

A delegada, que participou das investigações no início do processo em 2010, foi arrolada tanto pela defesa quanto pela acusação

22 abr 2013 17h35
| atualizado às 17h41
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Ex-policial é acusado de matar, esquartejar e ocultar o corpo da modelo Eliza Samudio
Ex-policial é acusado de matar, esquartejar e ocultar o corpo da modelo Eliza Samudio
Foto: Renata Caldeira/TJ-MG / Divulgação

A delegada Ana Maria Santos é a primeira testemunha a prestar depoimento no primeiro dia de julgamento do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, acusado de ser o executor de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno Fernandes no Fórum de Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte. 

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A delegada, que participou das investigações no início do processo em 2010, foi arrolada tanto pela defesa quanto pela acusação para depor no júri.

Ela começou a prestar depoimento por volta de 16h. Ao todo 10 testemunhas deverão ser ouvidas - cinco arroladas pela defesa e outras cinco pela acusação. Dentre as testemunhas está presente no fórum o jornalista José Cleves, que venceu o processo em que ele era acusado de assassinar a mulher a tiros. O presidente do inquérito na época era o delegado que investigou o caso Eliza Samudio, Edson Moreira, que também será ouvido.

O conselho de sentença também foi formado após a pausa para o almoço, que aconteceu às 14h. O júri é formado por quatro homens e três mulheres.

A previsão é que o julgamento de Bola se estenda durante a semana. Os advogados de defesa, Ércio Quaresma e Fernando Magalhães, não quiseram responder à imprensa após a volta para o plenário. Eles disseram apenas que vão provar a inocência do réu.

Os filhos de Marcos Aparecido também estão presentes no júri. Eles vestiram camisetas com a foto do pai, com a mensagem “Que Deus dê longa vida aos teus inimigos para que, de pé, eles possam ver tua vitória”, estampada nas costas. 

O caso Bruno
Eliza Samudio desapareceu no dia 4 de junho de 2010 após ter saído do Rio de Janeiro para ir a Minas Gerais a convite de Bruno. Vinte dias depois a polícia recebeu denúncias anônimas de que Eliza havia sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de propriedade do jogador, localizado em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte. O filho de Eliza, então com quatro meses, teria sido levado pela mulher de Bruno, Dayanne Rodrigues. O menino foi achado posteriormente na casa de uma adolescente no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves.

No dia seguinte, a mulher de Bruno foi presa. Após serem considerados foragidos, o goleiro e seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, acusado de participar do crime, se entregaram à polícia. Pouco depois, Flávio Caetano de Araújo, Wemerson Marques de Souza, o Coxinha Elenilson Vitor da Silva e Sérgio Rosa Sales, outro primo de Bruno, também foram presos por envolvimento no crime. Enquanto a polícia fazia buscas ao corpo de Eliza, um motorista de ônibus denunciou o primo do goleiro como participante do crime. Apreendido, jovem de 17 anos relatou à polícia que a ex-amante de Bruno foi mantida em cativeiro e executada pelo ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola, que a estrangulou e esquartejou seu corpo. Ainda segundo o relato, o ex-policial jogou os restos mortais para seus cães. 

No dia 30 de julho, a Polícia de Minas Gerais indiciou todos pelo sequestro e morte de Eliza, sendo que Bruno foi apontado como mandante e executor do crime. No início de dezembro, Bruno e Macarrão foram condenados pelo sequestro e agressão a Eliza, em outubro de 2009, pela Justiça do Rio. O goleiro pegou quatro anos e seis meses de prisão. 

Em 17 de dezembro, a Justiça mineira decidiu que Bruno, Macarrão, Sérgio Rosa Sales e Bola seriam levados a júri popular por homicídio triplamente qualificado, sendo que o último responderá também por ocultação de cadáver. Dayanne, Fernanda, Elenilson e Wemerson responderiam por sequestro e cárcere privado. 

No dia 19 de novembro de 2012, foi dado início ao julgamento de Bruno, Bola, Macarrão, Dayanne e Fernanda. Dois dias depois, após mudanças na defesa do goleiro, o tribunal decidiu desmembrar o processo.  O júri condenou Macarrão, a 15 anos de prisão, e Fernanda Gomes de Castro, a cinco anos. No dia 8 de março de 2013, Bruno foi condenado a 22 anos e três meses de prisão, dos quais 17 anos e seis meses terão de ser cumpridos em regime fechado. Dayanne Rodrigues do Carmo, ex-mulher do goleiro e acusada de ser cúmplice no crime, foi absolvida. O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, que é acusado como autor do homicídio, teve o júri marcado para abril de 2013.

Fonte: Especial para Terra
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