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Polícia

Carla Cepollina é absolvida pela morte do coronel Ubiratan

7 nov 2012 - 19h19
(atualizado às 22h20)
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Marina Novaes
Vagner Magalhães
Direto de São Paulo

A advogada Carla Cepollina, 47 anos, foi absolvida, na noite desta quarta-feira, da acusação de que teria matado com um tiro o coronel Ubiratan Guimarães, com quem namorou, assassinado em setembro de 2006. Após três dias de julgamento, realizado na Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo, o júri - formado por seis homens e uma mulher - declarou a ré inocente, rejeitando a tese da acusação de que ela o matou após ter uma crise de ciúmes, ao saber que ele mantinha um relacionamento com outra mulher. O júri foi comandado pelo juiz Bruno Ronchetti de Castro.

Carla Cepollina deixa tribunal após ser absolvida
Carla Cepollina deixa tribunal após ser absolvida
Foto: Bruno Santos / Terra

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A absolvição foi anunciada às 19h15. A promotoria afirmou que não vai recorrer da decisão. "É isso que a população quer", disse o promotor João Carlos Calsavara, após o fim do julgamento. "O coronel Ubiratan ficou estigmatizado pelo massacre do Carandiru", avaliou. Vicente Cascione, advogado da família de Ubiratan, disse que ainda vai consultar a família se devem recorrer ou não.

Única acusada pelo crime, ela respondia por homicídio qualificado por motivo torpe e por ter cometido o crime com a impossibilidade de defesa da vítima. Em caso de condenação, a pena poderia variar entre 12 e 30 anos de reclusão.

Conhecido por ter comandado a operação policial que resultou no massacre do Carandiru, em 1992, o coronel Ubiratan foi encontrado morto com um tiro no abdome, nu e enrolado em uma toalha de banho, em seu apartamento. Carla Cepollina sempre negou as acusações e, durante o julgamento, alegou ter sido escolhida como "bode expiatório" pela Polícia Civil que, segundo ela, não conseguiu encontrar o verdadeiro autor do crime.

Durante o júri, o promotor de Justiça João Carlos Calsavara e o advogado Vicente Cascione, que representa a família da vítima, apresentaram os seguintes argumentos para tentar comprovar que ela era culpada: o fato de ter sido a última pessoa vista deixando o apartamento; os indícios de que era a única pessoa no local do crime no momento em que teria sido disparado o tiro; de a vítima não ter dado "sinal de vida" após o contato com a ré; e a discussão ao telefone, motivada por uma crise de ciúmes, com Renata Madi, delegada da Polícia Federal, que mantinha um relacionamento com o coronel na época.

A sustentação da defesa da advogada Carla Cepollina foi feita em cima da tese de que não há provas suficientes para que ela seja condenada pela morte de seu ex-namorado, o coronel Ubiratan Guimarães, em setembro de 2006. Os advogados desqualificaram a investigação da polícia, traçaram um perfil psicológico e familiar baseado em valores morais e se sustentaram no laudo necroscópico, pelo qual seria possível concluir que a morte do coronel não aconteceu no período em que Carla esteve no apartamento, em 9 de setembro.

Conheça as perguntas feitas ao júri

- A vítima foi atingida por disparo de arma de fogo?

- A ré foi autora do disparo de arma de fogo?

- O júri absolve a acusada?

- A ré agiu por motivo torpe (vingança)?

- A ré utilizou recurso que impossibilitou a defesa da vítima (agiu de forma imprevisível e rápida)?

- A vítima era maior de 60 anos de idade?

Fonte: Terra
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